A sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros, imposta por Donald Trump, todo poderoso presidente dos Estados Unidos, escancarou de vez o racha no bolsonarismo.
O que já existia antes do tarifaço, ficou agora mais transparente e inquestionável: o bolsonarismo 1 versus o 2, o que não quer nem ouvir falar de Tarcísio de Freitas como candidato no pleito presidencial de 2026, representando a direita brasileira, e o que defende a candidatura do governador de São Paulo, filiado ao Republicanos, legenda ligada a IURD (Igreja Universal do Reino de Deus).
O bolsonarismo 1, rotulado de raiz, o mais radical, anda tiririca da vida com o chefe do Palácio dos Bandeirantes. Parece não reconhecer os cafunés que Tarcísio vem fazendo em Bolsonaro.
O último pega-pega entre o bolsonarismo 1 e 2 decorreu do encontro de Tarcísio com o chefe da embaixada americana. Para o bolsonarismo 1 o presidenciável do Republicanos quer ser o protagonista de uma eventual diminuição na porcentagem do tarifaço.
Outros pontos vão deixando o bolsonarismo 1 com a pulga atrás da orelha, como a frieza de Tarcísio diante do assunto anistia ampla, geral e irrestrita para os que participaram da trama golpista, e a falta de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mais especificamente ao ministro Alexandre de Moraes.
Já disse aqui por diversas vezes que Bolsonaro não confia em Tarcísio. A desconfiança é recíproca. O que há entre ambos é muito teatro. Politicamente falando, são dois "bicudos". Portanto, não se beijam.
O que o bolsonarismo 1 quer é que Tarcísio, se eleito presidente da República, trabalhe para por um fim na inelegibilidade de Bolsonaro. E mais: que assuma o compromisso de que não irá disputar o segundo mandato (reeleição).

Concluo dizendo que o bolsonarismo 1 quer que Tarcísio de Freitas continue na fila do "beija-mão", que seja um bolsonarista samaritano.