A corrida pela cadeira do executivo em Ilhéus-BA começou efetivamente e à luz da legislação eleitoral. O que poderia ter sido feito em termos de articulação e composição das chapas já se efetivou. Agora não adianta reclamar: os que resolveram andar ladeados devem seguir ladeados, já que do outro lado há outros lados que se ladearam. Esquerda, centro e direita começam a colocar no espaço público todo tipo de subterfúgio objetivando capturar o maior número de eleitores. É chegado o tempo do “quanto mais melhor”. Ocorre que, em favor dessa máxima, coisas repugnantes podem ser feitas. Dizem por aí que essa é uma época maquiavélica, quando “os fins justificam os meios”.
Daí seria um despautério dizer que a eleição já tem um vitorioso(a), mesmo que tenha minhas preferências à esquerda. Nessa parte ao Sul da Bahia, arrisco dizer que nunca tivemos uma eleição tão acirrada e, portanto, indefinida. No entanto, isso não implica desconsiderar que há candidaturas com maior e menor musculatura. Ou seja, o caminho para o Palácio Paranaguá parece mais pavimentado para uns e para outros nem tanto. Mas repito: na política o impossível pode acontecer num passe de mágica.
Nesse sentido, as candidaturas de Adélia, Bento Lima e Valderico Júnior figuram como as mais inclinadas ao êxito. Se Adélia representa o sonho acalentado pela esquerda de governar Ilhéus, Bento Lima personaliza o desejo do atual prefeito Mário Alexandre de manter seus tentáculos sobre a administração pública, ao passo que Valderico busca a redenção do Carlismo e, sobretudo, de sua família, que, ademais, já geriu o município, tendo como ponto alto da sua gestão a cassação de seu pai Valderico, então prefeito.
Bom, por enquanto, como se diz no cancioneiro popular: vamos indo! As cenas dos próximos capítulos estão logo ali. A cada hora, minuto e segundo qualquer coisa pode acontecer para alterar a ordem dos fatos, que, como sabe, caro leitor, em política os fatos nunca são tão ordenados assim. É isso, me retiro aqui depois de lhe ter dito essas palavras mornas, mas nem por isso desapaixonadas da política. Axé!

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