As três mulheres vítimas de violência em Ilhéus continuam sendo revitimizadas diariamente por uma mídia sensacionalista, composta por jornalistas que, como abutres, exploram a tragédia para atender a interesses escusos, tanto locais quanto externos. Para esses veículos, a questão central não é a violência em si, mas a construção de uma narrativa que busca desmoralizar a imagem de Ilhéus, movida por motivações políticas e comerciais que prejudicam a cidade e sua população.
De um lado, figuras políticas como ACM Neto e o prefeito Valderico Reis utilizam a dor da comunidade como palanque eleitoral. ACM Neto, com claros interesses eleitoreiros, explora o sofrimento das vítimas para angariar votos, praticando a necropolítica típica da extrema-direita. Já Valderico tenta desviar a atenção de sua responsabilidade como gestor, omitindo-se diante das falhas na segurança pública e na infraestrutura social que poderiam prevenir tais tragédias. Essa manipulação política transforma a dor em ferramenta de campanha, desrespeitando não apenas as vítimas, mas toda a comunidade.
De outro lado, interesses comerciais também alimentam essa narrativa destrutiva. Após décadas de estagnação, Ilhéus vem se consolidando como um destino competitivo no mercado turístico brasileiro, impulsionada por investimentos em infraestrutura. Esse avanço desperta a inveja de grupos empresariais e regiões concorrentes, que se beneficiam da depreciação da imagem de Ilhéus para atrair turistas e investimentos para outros destinos. A cobertura sensacionalista, que amplifica episódios de violência sem contextualizar os esforços de melhoria, serve a esses interesses econômicos, minando o potencial turístico e a autoestima da população local.
Essa exploração midiática não apenas perpetua o sofrimento das vítimas, mas também distorce a realidade de uma cidade que, sob as gestões dos governadores Rui Costa e Jerônimo Rodrigues, tem avançado em áreas como saúde, saneamento, educação e mobilidade. A mídia abutre ignora, por exemplo, que Ilhéus hoje conta com uma policlínica regional, dois hospitais de referência, escolas estaduais modernizadas com ensino em tempo integral e um sistema de esgotamento sanitário que já cobre 80% da área urbana, despoluindo as praias. Em vez de reconhecer essas conquistas, prefere alimentar uma narrativa alarmista que atende a agendas políticas e comerciais, em detrimento da verdade e do progresso coletivo.
É urgente que a sociedade de Ilhéus exija uma cobertura jornalística ética, que respeite as vítimas e reconheça os esforços de transformação que vêm tornando a cidade um polo de desenvolvimento e turismo sustentável. A dor das três mulheres não pode continuar sendo usada como moeda para interesses mesquinhos, enquanto o futuro de Ilhéus é sabotado por quem deveria informar com responsabilidade.Respeitem a dor dos familiares e amigos. Virem suas armas — ou melhor, seus microfones e câmeras — para a realidade, e não para um fato isolado tratado com sensacionalismo e politicagem.
Gerson Marques

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