O que vem impedindo uma mudança no secretariado do governo Augusto Castro, reeleito prefeito de Itabuna pelo PSD, é a pré-candidatura da primeira-dama Andrea Castro ao Parlamento estadual.
Em conversas reservadas, com correligionários mais próximos e de inteira confiança, o alcaide mostra sua insatisfação com alguns secretários e ocupantes de cargos no primeiro escalão do governo.
O problema, como já mencionei no início do comentário de hoje, é a pré-candidatura da primeira-dama à Assembleia Legislativa do Estado no ano eleitoral de 2026, que tende a ser bastante agitado em decorrência de ser um pleito para presidente da República, governador, senador, deputado federal e estadual.
O chefe do Executivo não quer criar nenhum tipo de atrito que possa prejudicar à legítima pretensão da primeira-dama em disputar uma vaga no Parlamento. A chamada "tábua de graxa" vai ficar para depois.
Outro ponto que impede uma reforma administrativa é que secretários e ocupantes do primeiro escalão são dirigentes partidários. Alguns deles irão apoiar a candidatura da primeira-dama. Augusto não quer criar imbróglio com as legendas que o ajudaram a quebrar o tabu da reeleição, do segundo mandato consecutivo.
Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o governo AC precisa de uma reforma, de uma sacudida, de um chega pra lá em quem não quer trabalhar, nos que querem "ganhar no mole", como diz a sabedoria popular.
Augusto não toca no assunto, pelo menos de público. Nos bastidores, no entanto, conversando com gente de sua inteira confiança, mostra sua irritação com fulano, beltrano e sicrano. Chega até a dar os nomes dos "bois".
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