O jornalismo político não é nenhum "bicho papão". Na verdade, é muito fácil, extremamente fácil, como diz a música de Jota Quest. O que me deixa triste, muito triste mesmo, é perceber a escassez de profissionais atuando nessa área. Sinto falta de um contraponto, de alguém que diga e escreva: “discordo de você”. Esse confronto saudável faz bem ao debate público, enriquece a reflexão e fortalece a imprensa.

Sem essa pluralidade, a discussão política perde dinamismo, e até uma coluna simples como a minha corre o risco de parecer isolada, sem o diálogo necessário. Tenho saudades dos saudosos Eduardo Anunciação e José Adervan, que faziam do Diário Bahia e do Agora referências de um tempo em que a discordância era valorizada e o jornalismo político era mais diverso.
Hoje, às vezes me pergunto: cadê quem discorde de mim? Preciso, urgentemente, de um contraponto, de alguém que questione a Coluna Wense e me desafie a ir além.
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