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A DESMORALIZAÇÃO DO PARLAMENTO BRASILEIRO

Coluna Wense, 29 de agosto de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
A DESMORALIZAÇÃO DO PARLAMENTO BRASILEIRO
Vinicius Schmidt/Metropoles
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Será o enterro definitivo da Câmara dos Deputados, sem direito a coroa e missa de sétimo dia, se Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Casa Legislativa, autorizar Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a exercer o mandato de deputado federal morando nos Estados Unidos. 

O filho número 3 do ex-morador do Palácio do Alvorada já oficializou o escandaloso pedido. E tem mais: quer ser candidato à presidência da República no pleito de 2026. 

O "pai" brasileiro do tarifaço, cuja nefasta consequência é o preocupante aumento do desemprego, quer ser o verdadeiro e autêntico representante do bolsonarismo, o rotulado de raiz. 

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A família Bolsonaro caminha a passos largos para um inevitável racha. São dois pra lá, dois pra cá. Eduardo e o vereador Carlos (PL-RJ) não querem nem ouvir falar de Tarcísio de Freitas (Republicanos),  governador de São Paulo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio são favoráveis à candidatura de Tarcísio na sucessão de Lula.

Luiz Inácio Lula da Silva é mesmo um político de sorte. Tem como "cabos eleitorais" o presidente Trump, com o tarifaço, e Eduardo Bolsonaro dividindo a direita brasileira. Ambos tiraram o petista-mor das cordas. O quarto mandato, dado como improvável, passa a ser favas contadas pelo lulopetismo mais eufórico e otimista. 

Concluo reafirmando que a permissão para Eduardo Bolsonaro exercer o mandato de forma remota é a última pá de cal no enterro da Câmara dos Deputados. 

E assim caminha a República Federativa do Brasil, cada vez mais se parecendo com uma republiqueta.

A permissão para Eduardo Bolsonaro exercer o mandato nos Estados Unidos significa a desmoralização do Parlamento brasileiro.

PS - Eduardo Bolsonaro acerta na sua intuição política de que a eleição de Tarcísio seria o começo do enfraquecimento do bolsonarismo. Tarcísio buscaria sua própria luz, criando o "tarcisismo". Por mais que pareça estranho, o quarto mandato de Lula, via instituto da reeleição, é a "tábua de salvação" do bolsonarismo. É melhor ter um conhecido adversário como presidente do que um "correligionário" entre aspas, apunhalando pelas costas seu criador político.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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