Volta e meia se fala de uma possível desistência de ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, em disputar o governo da Bahia na sucessão do governador Jerônimo Rodrigues (PT-reeleição).
Salta aos olhos que é o lulopetismo que vem oxigenando a notícia. O objetivo principal é passar para o eleitorado que o próprio ACM Neto acha difícil evitar o segundo mandato do chefe do Palácio de Ondina, que o melhor caminho é procurar outra candidatura no pleito de 2026.
Essa "desistência" faz com que prefeitos da oposição passem para a base aliada do governismo, já que ACM Neto é o único nome que pode evitar a permanência do PT por mais quatro anos no comando da Boa Terra.
Lembrando ao caro e atento leitor que os alcaides, mais especificamente os que são de oposição ao governo do PT, depois da eleição de 2026, ainda tem mais dois anos de gestão pela frente. Temem, portanto, uma perseguição política.
Não vejo ACM Neto fora da disputa. Outro lembrete é que o ex-prefeito de Salvador já desistiu de concorrer ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo estadual. Outra desistência seria o enterro do netismo.
Um eventual recuo provocaria uma estrondosa revolta no grupo político do ex-chefe do Palácio Thomé de Souza. A palavra "covardia" seria a mais usada pelos correligionários.
Reintero que não acredito na desistência de ACM Neto, que tem como maior "cabo eleitoral" o forte sentimento de mudança impregnado em uma significa parte do eleitorado.
A disputa Jerônimo Rodrigues versus ACM Neto vai ser dura. O vitorioso será quem errar menos, que é uma das preocupações do netismo. ACM Neto cometeu muitos erros na sucessão de 2022. Um atrás do outro.

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