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Política

A DECLARAÇÃO DO LÍDER DO PL NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Coluna Wense, 1 de julho de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
A DECLARAÇÃO DO LÍDER DO PL NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
Marina Ramos/ Câmara dos Deputados.
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"Temos convicção: o nosso plano A é Jair Bolsonaro. Não temos alternativa a ele". A infeliz declaração é de Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados. Diria até que foi inoportuna e politicamente irresponsável. 

O bolsonarismo está agindo como que a inelegibilidade, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é fake news, notícia falsa divulgada nas redes sociais pela oposição. 

O "não temos alternativa a ele", obviamente se referindo a Bolsonaro, é um desrespeito aos presidenciáveis da direita, principalmente a Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo pelo Republicanos. 

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Não só ao chefe do Palácio dos Bandeirantes, como também a outros governadores pré-candidatos: Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Eduardo Leite (PSD-RS). 

Para Sóstenes, a verdadeira e autêntica direita é Bolsonaro. Os outros postulantes à sucessão de Lula (PT) só servem para a função de bons cabos eleitorais. 

Enquanto o líder do partido de Bolsonaro desdenha os governadores-presidenciáveis, Tarcísio de Freitas diz aos grandes empresários, aos banqueiros e aos gigantes do mercado que vai indultar o ex-morador do Alvorada se for eleito presidente da República no pleito de 2026. 

O indulto, prometido pelo chefe do Palácio dos Bandeirantes, vai livrar Bolsonaro da cadeia, mas não tem força para torná-lo elegível, apto a disputar a sucessão presidencial antes de 2030. 

O problema é que o bolsonarismo quer mais de Tarcísio. Acha muito pouco a troca de um apoio por uma promessa de indulto. Quer mais "cafuné". Quer o compromisso de lutar para que Bolsonaro tenha seus direitos políticos reconquistados. E mais: se eleito não dispute o segundo mandato (reeleição). 

Para os bolsonaristas, indultar Bolsonaro é uma obrigação de quem vai receber seu apoio. O bolsonarismo quer Tarcísio, se eleito para o cargo mais cobiçado do Poder Executivo, contra o Supremo Tribunal Federal (STF), mais especificamente liderando um movimento pedindo o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Importantes lideranças políticas do bolsonarismo não andam nada satisfeitas com o silêncio de Tarcísio sobre o STF, que tornou o ex-presidente réu na trama golpista para impedir a posse de Lula. 

A infeliz declaração do deputado Sóstenes Cavalcante, dando um chega pra lá nos governadores, pode levá-los a se unir em torno de um nome representando o antipetismo e o antibolsonarismo.

Sóstenes parece desconhecer que as manifestações na avenida Paulista vem caindo a cada evento: 2024 com quase 190 mil pessoas. Em abril deste ano 45 mil. No último domingo, 12 mil. 

Concluo dizendo que os petistas vibraram com a soberba do líder do PL na Câmara Baixa. O PT e o lulismo, que são duas coisas diferentes, sabem que dificilmente Lula será reeleito se houver uma união da direita em torno de um nome.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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