A montagem da chapa majoritária de oposição na Bahia, liderada por ACM Neto, ainda tem uma peça em aberto: a vice. Nos bastidores, dois prefeitos aparecem como os nomes mais fortes no momento, Zé Ronaldo e Zé Cocá.
Apesar de Zé Ronaldo ser tratado por aliados como um nome natural para ocupar a vaga, a decisão envolve cálculos políticos mais amplos, principalmente sobre o impacto de uma eventual saída da Prefeitura de Feira de Santana.
O peso de deixar a prefeitura
Lideranças ligadas ao grupo de ACM Neto admitem que a principal preocupação é eleitoral. A saída de Zé Ronaldo da gestão municipal para disputar a vice poderia gerar efeitos na percepção do eleitorado feirense.
Uma pesquisa interna deve medir justamente esse impacto. A avaliação é simples: vale a pena abrir mão de um prefeito consolidado na segunda maior cidade do estado para reforçar a chapa estadual?
Não seria a primeira vez que isso acontece. Em 2018, após ser reeleito em 2016, Zé Ronaldo deixou a prefeitura para disputar o governo da Bahia.
Em declaração recente, o prefeito afirmou que sabe o que quer politicamente, mas evitou antecipar qualquer definição pública.
Zé Cocá cresce como alternativa
Nesse cenário, o nome de Zé Cocá, prefeito de Jequié, ganha tração. Aliados de ACM Neto avaliam que ele agrega três fatores importantes: forte aprovação no interior, capacidade eleitoral comprovada e presença estratégica em uma região relevante do estado.
Há ainda um componente político adicional. O apoio de Cocá vinha sendo tratado por muitos como provável à reeleição do governador Jerônimo Rodrigues. Caso ele migre oficialmente para a oposição, isso representaria um movimento simbólico importante no tabuleiro estadual.
Governo também se movimenta
O próprio Jerônimo tem buscado diálogo institucional com prefeitos que não estiveram ao seu lado na eleição passada. Segundo o governador, os investimentos estaduais não estão condicionados a alinhamento político.
Tanto Zé Cocá quanto Zé Ronaldo não apoiaram Jerônimo na última disputa, mas seguem mantendo interlocução administrativa com o governo.
Outros nomes no radar
Além dos dois favoritos, outras possibilidades circulam nos bastidores. A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos, passou a ser citada com mais frequência após sinalizar que poderia disputar o pleito. O prefeito de Salvador, Bruno Reis, já declarou que ela seria uma excelente opção para a vice.
Também aparecem como alternativas o ex prefeito de Belo Campo, Quinho, e o ex prefeito de Barreiras, Zito Barbosa. Um nome ligado ao Republicanos também é cogitado, numa tentativa de contemplar o partido na composição.
Decisão ainda em aberto
Apesar das especulações, a definição está longe de ser anunciada. A escolha do vice envolve estratégia regional, força eleitoral, equilíbrio partidário e, principalmente, cálculo político.
No fim, a decisão de ACM Neto vai precisar considerar não apenas quem soma mais votos, mas quem ajuda a construir um palanque sólido e competitivo em 2026.
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