Episódio em grupo de WhatsApp provoca desgaste na base governista
Um novo episódio de tensão política movimenta os bastidores do grupo governista na Bahia. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, teria manifestado forte insatisfação após o vice governador do estado, Geraldo Júnior, compartilhar em um grupo de WhatsApp mensagens com críticas direcionadas ao ministro e solicitar que o conteúdo fosse divulgado nas redes sociais.
De acordo com interlocutores próximos ao governo, a atitude foi interpretada por Rui Costa como um gesto de deslealdade política dentro do próprio campo aliado. A repercussão do episódio rapidamente chegou às principais lideranças do Partido dos Trabalhadores na Bahia.
Nos bastidores, aliados do ministro afirmam que Rui considera o episódio grave e entende que a situação compromete a relação de confiança dentro da base política que sustenta o governo estadual.
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Pressão sobre composição da chapa governista
A crise interna reacendeu discussões sobre a formação da chapa que deve disputar a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues nas próximas eleições estaduais. Segundo relatos de aliados, Rui Costa teria sinalizado que não pretende apoiar a composição caso Geraldo Júnior permaneça como candidato a vice governador.
A avaliação entre integrantes do grupo político é de que o episódio fragilizou a relação entre as duas lideranças e abriu um debate sobre possíveis mudanças na estrutura da chapa majoritária.
Embora nenhuma decisão oficial tenha sido anunciada, o tema já circula entre dirigentes partidários e lideranças da base aliada.
Debate sobre possível chapa apenas do PT
Com o aumento da tensão política, voltou a ganhar força nos bastidores a hipótese de uma chapa formada exclusivamente por nomes do Partido dos Trabalhadores. A possibilidade de uma composição considerada puro sangue dentro da legenda passou a ser comentada por lideranças próximas ao núcleo político do governo.
Entre os principais articuladores políticos no estado está o senador Jaques Wagner, que tem atuado nas negociações internas e na tentativa de manter a unidade do grupo governista.
Analistas políticos avaliam que o desfecho dessa crise poderá influenciar diretamente as estratégias eleitorais do grupo que hoje comanda o governo da Bahia.
Clima de cautela entre lideranças do governo
Apesar do clima de tensão, lideranças da base governista têm adotado um discurso público de cautela. O objetivo, segundo interlocutores, é evitar que o episódio se transforme em uma crise maior dentro do grupo político que sustenta o governo estadual.
Nos bastidores, porém, a avaliação predominante é que o caso expôs fissuras importantes na relação entre lideranças da base e pode ter impacto nas articulações para a eleição estadual de 2026.
O desdobramento das negociações internas deve ocorrer nas próximas semanas, quando o grupo político deverá intensificar discussões sobre alianças, composição de chapa e estratégia eleitoral para o próximo pleito.
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