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Segunda-feira, 18 de Maio de 2026
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ELEIÇÕES 2026

"Professor" vs "Consultor": Jerônimo ironiza currículo de ACM Neto e incendeia disputa pelo Governo.

Embate entre Governador e ex-prefeito sobre setor financeiro marca semana política na Bahia.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
MB IArtes Studio
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A temperatura política na Bahia subiu drasticamente nesta quinta-feira (9). O governador Jerônimo Rodrigues (PT) utilizou uma entrevista à rádio Baiana FM para desferir críticas ácidas e ironizar a atuação profissional de seu principal adversário, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). O foco do ataque foi a prestação de serviços de consultoria de Neto ao Banco Master e à Reag Investimentos, instituições que figuram em investigações sobre movimentações financeiras.

Jerônimo, que é professor licenciado da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), usou sua trajetória acadêmica como "escudo e lança" para questionar a legitimidade técnica das consultorias do opositor.

A "Aula" de Jerônimo: Ética e Domínio Técnico

Em um tom sarcástico, o governador relatou um episódio de sua carreira docente para ilustrar que não se deve aceitar desafios para os quais não se tem formação. Ele afirmou que, mesmo sendo professor, precisou de meses de estudo para assumir uma cadeira de Mercado de Capitais após o falecimento de um colega.

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"Não fui capacitado para dar consultoria a banco. Minha capacidade de gestão é para fazer obras e entregas. Eu espero que essa situação do Banco Master possa ser elucidada e quem tiver de responder que responda", disparou o petista.

O governador ainda desafiou a população a não duvidar de sua palavra, negando qualquer acordo para silenciar o tema durante a campanha eleitoral de 2026.

O Reverso da Moeda: "Sujo falando do mal lavado"?

Apesar da ofensiva ética de Jerônimo, a estratégia governista caminha sobre uma linha tênue. A oposição e setores da imprensa têm apontado que o "Caso Master" não é um incômodo exclusivo de ACM Neto. A crítica de "sujo falando do mal lavado" ganhou força nos bastidores devido à proximidade histórica de figuras do PT com o mesmo grupo econômico.

As Conexões Petistas:

  • O Elo de Jaques Wagner: Relatórios de inteligência e bastidores de Brasília sugerem que o senador Jaques Wagner (PT) teria sido um dos principais articuladores para a aproximação do Banco Master com o alto escalão do governo federal.

  • O Voo de Luxo: Recentemente, o próprio Wagner, acompanhado de Rui Costa e Sidônio Palmeira, foi flagrado utilizando uma aeronave de empresários investigados em esquemas de grilagem e com conexões indiretas ao ecossistema de influência do banco.

  • Porta de Entrada: Foi sob as gestões petistas na Bahia que o banco consolidou o Credcesta, sistema de benefícios que opera a folha de pagamento de milhares de servidores estaduais, estabelecendo uma relação comercial de longa data com a administração que agora critica o consultor da mesma instituição.

Tabela: O Embate de Narrativas

Ponto de Vista Narrativa do Governo (PT)

Narrativa da Oposição

(União Brasil)

Consultoria de Neto Questiona a moralidade e a capacidade técnica para receber milhões do banco. Afirma que é um trabalho privado, lícito e realizado sem cargo público.
Caso Master Tenta isolar o banco como um problema exclusivo da oposição. Aponta que o banco cresceu na Bahia via Credcesta nos governos do PT.
Influência Cobra "esclarecimentos" e transparência de ACM Neto. Relembra que Jaques Wagner é citado como interlocutor do banco em Brasília.

Conclusão: O Desgaste é para Todos

O embate entre Jerônimo e Neto revela uma tática perigosa: ao tentar rotular o adversário como "consultor de banco investigado", o governo corre o risco de ver o bumerangue retornar, atingindo seus principais líderes nacionais que também transitaram nas mesmas esferas de influência.

Para o eleitor, o cenário é de perplexidade. Enquanto o governador usa o púlpito da UEFS para pregar ética, as sombras de jatinhos particulares e contratos de precatórios pairam sobre ambos os lados da polarização baiana. O "Caso Master" deixou de ser apenas uma questão financeira para se tornar a principal arma — e, talvez, o maior ponto cego — da sucessão estadual.

 

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FONTE/CRÉDITOS: Editorial com info: Toda Bahia
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