A mais recente pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada na quarta feira dia 26, mostrou que a desaprovação ao governo de Jerônimo Rodrigues chega a aproximadamente cinquenta por cento na Bahia. O levantamento realizado com mil e duzentas pessoas entre os dias 24 e 25 de novembro aponta que 48% aprovam a gestão do governador. Os resultados estão dentro da margem de erro de três pontos percentuais e mostram um cenário de forte divisão entre os eleitores.
O estudo também revela que Jerônimo apresenta o menor desempenho entre os últimos três governadores do Estado. Apenas onze por cento dos entrevistados consideram que a gestão atual é a melhor entre as três comparadas, enquanto Jaques Wagner registra 24% e Rui Costa aparece com 58% de aprovação retrospectiva.
Outro dado relevante da pesquisa indica que 41% dos baianos acreditam que a situação do Estado está pior que a do restante do país. Apenas 19% avaliam que a Bahia está melhor e 37% consideram que o cenário permanece igual.
A desaprovação de Jerônimo oscilou para cima em relação ao levantamento feito em setembro, quando registrava 49%. A aprovação também variou, porém para baixo, caindo de 40% para 48%. Embora a variação seja pequena, ela reforça a tendência de desgaste do governo estadual às vésperas do ciclo eleitoral de 2026.

Ilhéus intensifica pressão sobre o governo estadual
Na região sul da Bahia, especialmente em Ilhéus, a avaliação do governo do Estado enfrenta dificuldades adicionais. Diversas obras sob responsabilidade estadual permanecem paralisadas ou sem previsão clara de retomada. A situação cria um ambiente de insatisfação entre moradores e lideranças locais, que cobram respostas e maior atenção do governo.
Entre os casos mais citados estão o Canal do Malhado, que aguarda a execução da segunda etapa, e o projeto de duplicação da Orla Sul, anunciado como parte de um plano de modernização da mobilidade, mas que não avançou nos últimos meses. A requalificação anunciada em 2023 envolve investimentos estaduais e municipais, mas continua em fase de aprovação sem data de início definida.
Consequências políticas em um dos maiores colégios eleitorais do sul da Bahia
O cenário de obras paradas e cobranças acumuladas fortalece análises que apontam para um possível aumento da rejeição do governador em Ilhéus. Críticos consideram que a falta de prioridade para a cidade pode gerar impactos diretos no desempenho eleitoral do grupo governista em dois mil e vinte e seis. Alguns analistas locais interpretam o distanciamento entre o governo estadual e a população ilheense como um castigo político, especialmente depois de Jerônimo ter sido derrotado no município nas últimas eleições pelo candidato apoiado pelo União Brasil.
Com Ilhéus ocupando um papel estratégico no mapa político do Estado, o ritmo das obras e a capacidade de resposta do governo serão fatores determinantes para a reaproximação com o eleitorado. Caso contrário, o desgaste observado na pesquisa estadual tende a ser ainda maior na região.
Acompanhe as principais notícias de Ilhéus
Comentários: