A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (13), a nona fase da Operação Overclean, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, além de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A ação conta com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB).
O principal alvo da nova etapa da investigação é o deputado federal baiano Félix Mendonça Jr. (PDT). Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão na residência do parlamentar, localizada na Mansão Wildberger, edifício de alto padrão no Corredor da Vitória, em Salvador, além de um escritório ligado ao deputado, na região da Vasco da Gama.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, distribuídos entre a Bahia e o Distrito Federal. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas no âmbito da operação.
Segundo a Polícia Federal, a decisão de bloqueio tem como objetivo interromper a circulação de valores de origem suspeita, além de preservar recursos para uma eventual reparação aos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas ao final do processo.
As investigações apontam a existência de uma organização criminosa estruturada, com atuação voltada ao desvio de verbas públicas, fraudes em licitações e contratos administrativos, utilizando mecanismos de ocultação e dissimulação de recursos para lavagem de dinheiro.
Caso as suspeitas sejam comprovadas, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e lavagem de dinheiro, cujas penas podem resultar em longos períodos de reclusão.
A Operação Overclean segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas, de acordo com a PF.

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