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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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POLÍTICA

Nikolas reage a atos do 8 de janeiro e diz que governo usa termo golpe para justificar excessos

Deputado do PL afirma que houve vandalismo e crimes, mas nega tentativa organizada de tomada do poder

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Nikolas reage a atos do 8 de janeiro e diz que governo usa termo golpe para justificar excessos
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O deputado federal Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais, utilizou as redes sociais na quarta feira para criticar as cerimônias realizadas em referência aos três anos dos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Para o parlamentar, o governo federal insiste em classificar os episódios como tentativa de golpe para justificar excessos e silenciar questionamentos.

Na publicação, Nikolas compartilhou um vídeo em que questiona o uso recorrente do termo golpe por integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a repetição da palavra serve para transformar cidadãos comuns em inimigos do Estado e encobrir abusos cometidos após os episódios.

No vídeo divulgado, o deputado afirma que não houve tentativa de golpe, mas sim desordem, vandalismo e crimes que devem ser punidos conforme a lei. De acordo com Nikolas, uma tentativa real de golpe exigiria elementos como armas, comando hierárquico, liderança definida e ação concreta para tomada do poder, o que, segundo ele, não teria ocorrido.

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As declarações foram feitas no mesmo período em que o governo federal e o Supremo Tribunal Federal promoveram eventos para marcar os três anos da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Pela manhã, autoridades, representantes da sociedade civil e convidados participaram de uma cerimônia no Palácio do Planalto. Já no período da tarde, o Supremo Tribunal Federal realizou uma programação aberta ao público para relembrar os danos causados ao prédio da Corte durante os atos.

O Congresso Nacional não realizou eventos oficiais sobre a data. Não houve programação prevista nem na Câmara dos Deputados nem no Senado Federal.

Desde os acontecimentos de 2023, cerca de mil e quatrocentas pessoas foram presas por envolvimento direto ou indireto nos atos, conforme dados divulgados pelas autoridades.

 
 

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