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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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Moraes: ‘não podemos dar de Bambam contra Popó, e baixar guarda’

Ministro diz que milícias digitais atuam para desacreditar Judiciário, e volta a defender regulamentação das redes sociais

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Por Mandato Bahia
Moraes: ‘não podemos dar de Bambam contra Popó, e baixar guarda’
Alejandro Zambrana/TSE
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 O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes voltou a defender, nesta segunda-feira (26), a regulamentação das redes sociais. O ministro participou da aula de recepção aos calouros da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Na palestra, Alexandre de Moraes afirmou que milicias digitais atuam para desacreditar o Judiciário e as eleições. “Não podemos cair nesse discurso fácil de que regulamentar as redes sociais é ser contra a liberdade de expressão. Isso é um discurso mentiroso e que pretende propagar e continuar propagando discurso de ódio. O que não pode no mundo real, não pode no mundo virtual”, afirmou.

Moraes também acrescentou que as redes sociais são “terra sem lei”. “Não podemos nos enganar. Não podemos baixar a guarda. Não podemos dar uma de Bambam contra Popó, que durou 36 segundos. Temos que ficar alertas e fortalecer a democracia e as instituições. Regulamentar o que precisa ser regulamentado”, completou.
 

Moraes é relator do inquérito que apura a atuação de milicias digitais durante o governo de Jair Bolsonaro e das principais investigações contra o ex-presidente, como o caso das joias sauditas, suposta fraude de cartões de vacina e os processos sobre a suposta tentativa de golpe de Estado.

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A fala do ministro Alexandre de Moraes, ao defender a regulamentação das redes sociais, reflete uma preocupação crescente em relação aos impactos negativos que as chamadas "milícias digitais" podem ter sobre a democracia e as instituições no Brasil. A afirmação de que as redes sociais são uma "terra sem lei" indica a percepção de que há um ambiente virtual propício para a disseminação de desinformação, discurso de ódio e ações coordenadas para desacreditar o Judiciário e as eleições.

Moraes destaca que a regulamentação não deve ser interpretada como uma restrição à liberdade de expressão, mas sim como uma medida necessária para coibir práticas que ultrapassem os limites do que é aceitável, tanto no mundo real quanto no virtual. A referência às investigações sobre milícias digitais durante o governo de Jair Bolsonaro reforça a ligação entre a necessidade de regulamentação e a preservação da integridade do sistema democrático.

É importante notar que o ministro ressalta a importância de fortalecer a democracia e as instituições, indicando que a regulamentação das redes sociais seria uma medida no sentido de proteger esses pilares fundamentais da sociedade. No entanto, a discussão sobre o controle das redes sociais pelo governo deve ser abordada com cautela, considerando os possíveis impactos na liberdade de expressão e na diversidade de opiniões, princípios igualmente essenciais para o bom funcionamento de uma sociedade democrática. O desafio está em encontrar um equilíbrio que preserve a integridade do sistema democrático sem comprometer os direitos individuais.

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