Lula mantém liderança, mas margem fica dentro do empate técnico
Embora Lula apareça numericamente à frente, o resultado precisa ser interpretado à luz da margem de erro. O levantamento tem margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que permite uma sobreposição entre os resultados dos dois candidatos.
Na rodada anterior da BTG/Nexus, divulgada em 17 de agosto, Lula também tinha 41%, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 36%. Agora, o presidente manteve o mesmo percentual e o senador oscilou um ponto para cima.
Na prática, portanto, a principal mudança foi a redução da vantagem numérica de Lula, que passou de cinco para quatro pontos. Como a variação está dentro da margem de erro, não é possível afirmar, apenas com essa rodada, que houve uma mudança estatisticamente consolidada no cenário eleitoral.
Veja como ficou o primeiro turno
| Candidato | Intenção de voto |
|---|---|
| Lula, PT | 41% |
| Flávio Bolsonaro, PL | 37% |
| Ronaldo Caiado, PSD | 5% |
| Renan Santos, Missão | 3% |
| Romeu Zema, Novo | 3% |
| Augusto Cury, Avante | 2% |
| Samara Martins, UP | 1% |
| Rui Costa Pimenta, PCO | 0% |
| Hertz Dias, PSTU | 0% |
| Edmilson Costa, PCB | 0% |
| Wilson Grassi, Democrata | 0% |
| Clariana Barão, DC | 0% |
| Branco, nulo ou nenhum | 5% |
| Não sabe ou não respondeu | 3% |
Os números mostram uma concentração significativa das intenções de voto nos dois primeiros colocados. Lula e Flávio somam 78% das preferências no cenário principal, enquanto os demais candidatos aparecem com percentuais bem menores.
Ronaldo Caiado ocupa a terceira posição, com 5%. Renan Santos e Romeu Zema aparecem com 3% cada.
Segundo turno coloca Lula e Flávio praticamente lado a lado
A situação fica ainda mais apertada quando a pesquisa simula um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Nesse cenário, Lula aparece com 46% e Flávio Bolsonaro com 45%. A diferença de apenas um ponto está dentro da margem de erro e caracteriza empate técnico.
Na pesquisa anterior, Lula tinha 46% e Flávio registrava 44%. Assim, o presidente manteve o mesmo percentual, enquanto o senador avançou um ponto.
O resultado indica que uma eventual disputa direta entre os dois chegaria à reta final com alto grau de competitividade.
Cenário de segundo turno
| Candidato | Intenção de voto |
| Lula, PT | 46% |
| Flávio Bolsonaro, PL | 45% |
| Branco, nulo ou nenhum | 8% |
| Não sabe ou não respondeu | 1% |
O que os números dizem sobre a disputa
A pesquisa apresenta dois sinais importantes para a eleição de 2026.
O primeiro é a manutenção da liderança de Lula no primeiro turno. O presidente permanece com 41%, mesmo percentual registrado na rodada anterior.
O segundo é a aproximação de Flávio Bolsonaro. O senador avançou de 36% para 37% no primeiro turno e de 44% para 45% no segundo turno.
Embora as oscilações estejam dentro da margem de erro, o movimento reforça a percepção de uma disputa presidencial bastante competitiva.
Outro dado relevante é que 80% dos entrevistados afirmam já ter decidido o voto no primeiro turno e que não pretendem mudar de posição. Entre os eleitores de Lula, esse índice chega a 88%. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, alcança 86%.
Cenário regional e perfil do eleitor
O levantamento também aponta diferenças importantes no comportamento dos grupos eleitorais.
Lula apresenta desempenho mais forte entre mulheres, jovens de 16 a 24 anos e eleitores com ensino fundamental. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem melhor desempenho entre homens, pessoas de 25 a 40 anos e eleitores com ensino médio.
Ronaldo Caiado aparece com desempenho relativamente mais elevado entre eleitores de 41 a 59 anos e nas regiões Norte e Centro Oeste.
Esses recortes ajudam a mostrar que a disputa não está definida apenas pela média nacional. A composição regional e demográfica do eleitorado poderá ter peso importante na construção das estratégias de campanha ao longo dos próximos meses.
Um terceiro nome pode alterar a configuração da disputa
A pesquisa também testou um cenário com Pablo Marçal. Nesse caso, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 34% e Marçal com 4%.
A presença de um candidato competitivo fora do eixo Lula e Bolsonaro altera a distribuição dos votos e reduz a vantagem de Flávio sobre os demais concorrentes. No entanto, esse cenário depende da situação eleitoral de Marçal e não deve ser confundido com o cenário principal da pesquisa.
Eleição ainda está longe de estar definida
Os números da BTG/Nexus não apontam um vencedor antecipado. O que mostram, neste momento, é uma disputa concentrada em dois nomes e com pequena distância entre eles.
Lula conserva a liderança no primeiro turno, mas Flávio Bolsonaro aparece próximo o suficiente para manter a corrida aberta. No segundo turno, a diferença de apenas um ponto reforça o grau de competitividade.
Com a campanha oficial ainda no início, novas pesquisas poderão mostrar se as atuais oscilações representam apenas variações estatísticas ou se indicam uma tendência mais consistente no comportamento do eleitorado.
Metodologia
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada entre 21 e 23 de agosto de 2026, por telefone, com aproximadamente 2 mil eleitores com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR 09028/2026.

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