A eleição de 2026 já entrou no radar do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Em ato político realizado nesta quarta-feira (30), que oficializou o ingresso do PDT na base aliada ao governo estadual, o petista destacou sua estratégia para fortalecer a Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) com nomes de peso da nova legenda aliada: Silva Neto (ex-prefeito de Araci) e Luciano Pinheiro (ex-prefeito de Euclides da Cunha).
O evento, realizado em um hotel da orla de Salvador, selou a parceria entre Jerônimo e o presidente estadual do PDT, deputado federal Félix Mendonça Júnior, com vistas à formação de uma chapa robusta de candidatos tanto para a Alba quanto para a Câmara Federal em 2026.
“Se eu tiver esses dois companheiros no Parlamento da Bahia, Silva Neto e Luciano Pinheiro, eu fecho os olhos porque terei dois gigantes aliados”, afirmou Jerônimo, sinalizando total confiança na força política dos ex-prefeitos.
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Estratégia para ampliar a bancada
Além de apontar suas prioridades estaduais, Jerônimo também defendeu a reeleição de Félix Mendonça Júnior e uma meta ousada para a Câmara dos Deputados: ampliar a bancada do PDT para até quatro cadeiras.
“Se fala hoje na eleição de três federais, mas Félix pode trabalhar para tentarmos fazer quatro. Isso vai depender muito das costuras políticas lá na frente, é claro”, completou.
Félix reforçou que o foco do partido está no crescimento político e na formação de chapas qualificadas. Segundo ele, não houve qualquer pedido de cargos ao governador, mas sim um pacto por uma aliança sólida e estratégica.
“Essa aliança, costurada também nacionalmente, pode nos fazer crescer nas eleições. Sobre o ingresso de novos quadros, vamos analisar cada caso. A identidade com o PDT é fundamental”, afirmou o dirigente.
Ruptura com a oposição e críticas internas
A entrada do PDT na base de Jerônimo representa uma ruptura oficial com a oposição, movimento que teve forte resistência interna, especialmente por parte do deputado federal Leo Prates (PDT), crítico da nova orientação do partido.
Silva Neto e Luciano Pinheiro, no entanto, foram peças-chave na articulação que resultou na migração do PDT para o lado governista. Ambos têm base eleitoral consolidada no interior e são vistos como nomes viáveis para fortalecer a atuação do governo na Assembleia.
Apoio nacional e articulação de Rui Costa
As tratativas para a entrada do PDT na base aliada começaram ainda em fevereiro, sob a liderança do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). As conversas envolveram também o presidente nacional licenciado do PDT e atual ministro da Previdência, Carlos Lupi, e fortaleceram o elo entre as direções estadual e nacional do partido.
Com isso, Jerônimo amplia sua base rumo a 2026, contando com um PDT fortalecido e afinado politicamente com o projeto petista na Bahia.

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