O senador baiano Jaques Wagner (PT) confirmou nesta sexta-feira (26) que mantém relação com o empresário baiano Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, durante entrevista concedida após deixar a liderança do governo no Senado. A mudança no comando da bancada ocorreu depois do senador virar alvo de operação da Polícia Federal (PF) envolvendo o Banco Master.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta senama, que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para a função. Wagner voltou a negar irregularidades e afirmou que não possui qualquer vínculo com a empresa da nora, alvo das investigações.
O senador afirmou que conheceu Augusto Lima durante o processo de privatização da Cesta do Povo e disse que a PF tenta construir uma narrativa sem fundamento. “Conheci Augusto Lima no processo de privatização [do Cesta do Povo]. Criou-se uma relação. Sei que muita gente tem consultorias espalhadas pelo país. Eu poderia ter uma consultoria, não poderia? Não tenho. A Polícia Federal está construindo uma tese de que essa empresa da minha nora na verdade foi construída para me servir. Não tenho nada a ver com a empresa”, declarou.
O petista ainda contestou a condução das investigações da Polícia Federal e afirmou que manter relações pessoais não configura crime. “Está se tentando criar uma retórica hipócrita. Tenho relação com uma porção de gente. Aí o cara diz para mim: ‘terça-feira eu estou indo para Brasília, quer ir de carona?’ Eu vou, qual o problema? Fica-se criminalizando qualquer tipo de relacionamento. Óbvio que de vez em quando eu pego carona. O que a Polícia Federal tem que comprovar, e não vai, é a relação de troca”, afirmou.
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