Indicada pelo PCdoB para comandar a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) no governo Jerônimo Rodrigues (PT), a cientista social e militante partidária Ângela Guimarães não descarta ser candidata nas eleições de 2024. Em conversa com o site Toda Bahia, ela garantiu que não houve qualquer compromisso com a sigla para não disputar o pleito municipal antes de aceitar a indicação e o convite para o cargo no primeiro escalão do Executivo estadual.
“Eu estou na política desde criança. Participei pequena do processo de redemocratização do Brasil e me considerado um ser político atuante. Mas é muito cedo para falar em eleição. Não existe compromisso com o partido nem de ser e nem de não ser (candidata). Isso é precipitado”, assegurou.
Ângela Guimarães, que nunca foi testada nas urnas e é politicamente ligada à deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), é de Salvador, município onde os comunistas têm dois vereadores atualmente: Augusto Vasconcelos e Hélio Ferreira.
A secretária disse que está focada na gestão. “Nossa prioridade é a erradicação da fome. A situação da insegurança alimentar é grave, principalmente entre as mulheres, os negros e os índios, que é o publico da secretaria. Vamos atuar tanto na assistência emergencial quanto, de forma articulada com outras secretarias, na infraestrutura das comunidades, na questão técnica da produção local e qualificação para o mundo do trabalho, para emancipar as pessoas”.
Ângela Guimarães ressaltou ainda que pretende ampliar as ações para combater o racismo institucional e garantiu que o governo Jerônimo Rodrigues está preocupado em ampliar a representatividade dos negros e mulheres na gestão. “Para ser justo, esse percentual na Bahia deveria ser de 80% de ocupação dos cargos. Mas estamos trabalhando para acelerar isso”.
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