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Segunda-feira, 01 de Junho de 2026
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ELEIÇÕES 2026

Coronel expõe silêncio de Jerônimo e aproximação com ACM Neto em meio às articulações para 2026

Senador baiano critica ausência de diálogo com o governador, revela alinhamento maior com ACM Neto e sinaliza papel de Otto Alencar como ponte política.

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Coronel expõe silêncio de Jerônimo e aproximação com ACM Neto em meio às articulações para 2026
Jefferson Rudy/Agência Senado
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O senador Angelo Coronel (PSD) voltou a movimentar o cenário político baiano ao afirmar que, desde o início do governo Jerônimo Rodrigues (PT), jamais foi chamado para discutir a formação da chapa majoritária para 2026. Segundo ele, em um ano e meio de gestão, não houve sequer uma conversa direta sobre política estadual com o governador.

“Seria mentira dizer que conversei com Jerônimo sobre política. Não aconteceu. Nunca fui convidado para discutir chapa majoritária. Quem tem me representado nessas conversas é o senador Otto Alencar, que tem a procuração da família Coronel nesse processo”, declarou em entrevista à Rádio Baiana FM.

Apesar de reforçar que está “à disposição” para contribuir com o projeto do governo, Coronel deixou claro que o distanciamento político é real. Ele lembrou que, embora não seja prefeito, exerce o cargo de senador e espera uma convocação do governador para dialogar.

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Aproximação com ACM Neto

Em contraste com a falta de conversas com Jerônimo, Coronel revelou que mantém uma relação próxima com ACM Neto (União Brasil). Segundo ele, o ex-prefeito de Salvador mantém contato frequente, visita sua casa e busca construir possíveis entendimentos políticos.

“Neto me liga, me procura, tenta buscar algum acordo, mas sempre respeitando os limites de cada um. Hoje, falo mais com ele do que com o próprio governador”, reconheceu o senador.

Otto como porta-voz

Coronel reforçou que, dentro do PSD, Otto Alencar é quem assume o papel de interlocutor com o governo estadual. “Otto representa meu grupo e a família Coronel nesse diálogo. Até agora, entre mim e Jerônimo, essa conversa ainda não aconteceu pessoalmente”, afirmou.

Olhando para 2026 no plano nacional

O senador também comentou sobre a sucessão presidencial. Na sua visão, o campo político ainda carece de nomes competitivos para disputar contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Coronel ainda fez críticas ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a quem apoiou em 2018, mas hoje vê como um fator de instabilidade no governo.

“Haddad tenta desestabilizar Rui Costa, planta notícia para fragilizar o ministro. Isso é inadmissível. Se ele for candidato em 2026, principalmente na Bahia, enfrentará uma campanha pesada, e não tenho problema algum em liderar essa oposição”, disparou.

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FONTE/CRÉDITOS: Toda Bahia
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