O ex ministro da Integração Nacional e ex governador do Ceará, Ciro Gomes, voltou a criticar a atuação política do Partido dos Trabalhadores na Bahia. Durante coletiva realizada nesta quinta feira dia 5, no município de Irecê, ele citou a promessa da ponte Salvador Itaparica como exemplo do que classificou como desgaste do projeto político petista no estado.
A declaração ocorreu durante o encontro SOS Bahia Caminhos para transformar a realidade do semiárido baiano, evento que reuniu lideranças políticas e representantes da sociedade civil.
Obra é apontada como símbolo de promessas não cumpridas
Ao falar com jornalistas, Ciro afirmou que o anúncio da construção da ponte se repete há mais de uma década sem que a obra tenha sido efetivamente iniciada. Segundo ele, a recorrência do discurso transformou o projeto em um símbolo da falta de execução prática.
De acordo com o ex ministro, o cenário político baiano estaria marcado por disputas internas que não resultam em avanços estruturais para o estado. Na avaliação apresentada, essas disputas acabam mantendo o controle político sem a apresentação de um planejamento consistente para o futuro.
Histórico do projeto e novas promessas
A ligação entre Salvador e a Ilha de Itaparica passou a ser anunciada oficialmente em 2009, durante o governo de Jaques Wagner. Desde então, o projeto passou por diferentes fases de estudos, anúncios e revisões.
Mais recentemente, o Governo da Bahia indicou a previsão de início das obras para junho de 2026. Em 2025, foi criada uma secretaria extraordinária específica para tratar do sistema viário da ponte, com a criação de novos cargos para a estrutura administrativa.
Avaliação sobre cenário eleitoral e elogios a ACM Neto
Durante o encontro em Irecê, Ciro Gomes também comentou o cenário eleitoral baiano e fez elogios ao ex prefeito de Salvador ACM Neto, apontado como pré candidato ao Governo da Bahia. Segundo ele, Neto representaria uma alternativa de modernização e gestão para o estado.
Questionado sobre uma eventual candidatura própria nas próximas eleições, o ex ministro afirmou que segue avaliando o cenário político e ouvindo lideranças antes de tomar uma decisão.

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