O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), foi enfático ao tratar da sucessão presidencial nesta terça-feira (7). Em entrevista, o senador baiano afirmou que a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não disputar a reeleição é inexistente, classificando a hipótese como "zero". A declaração surge como uma resposta direta às especulações de bastidores sobre um eventual recuo petista diante de oscilações em pesquisas de opinião.
Para Wagner, o perfil histórico do presidente indica que cenários adversos funcionam como combustível para a disputa. "Se uma pesquisa mostrar que ele está pior que o adversário, aí é que ele vai entrar de cabeça. Ele não vai fechar a história dele dizendo: 'Corri do pau'", disparou o senador.
Vigor físico e rotina no Alvorada
Além do aspecto político, Jaques Wagner destacou a condição de saúde do mandatário como um fator determinante para a viabilidade da candidatura. Segundo o senador, Lula mantém uma rotina rigorosa de exercícios físicos, iniciando as atividades diariamente às 6 horas da manhã.
"Do ponto de vista físico, ele está super bem. Todo dia está lá na esteira. Corre bastante, faz bastante exercício. Sinceramente, conhecendo ele, acho zero chance [de desistência]", completou Wagner.
Alckmin confirma vice e critica oposição
O movimento de consolidação da chapa ganhou reforço do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Durante café da manhã com a imprensa no último dia 2 de abril, Alckmin confirmou ter aceitado o convite de Lula para repetir a dobradinha nas eleições de 2026. O vice-presidente definiu a nova candidatura como um "ato de amor" e afirmou sentir-se honrado com a confiança depositada pelo presidente.
A fala de Alckmin também incluiu um posicionamento assertivo contra a oposição, personificada na figura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O vice-presidente criticou lideranças que, em sua visão, flertam com discursos antidemocráticos. "Pessoas que defendem a ditadura não deveriam disputar eleições", declarou Alckmin, sinalizando que a pauta da defesa das instituições será um dos pilares da campanha governista.
Cenário Eleitoral 2026
Com as confirmações de Wagner e Alckmin, o governo federal busca encerrar ruídos internos e focar na agenda de entregas para reverter os índices de rejeição apontados por institutos como o Paraná Pesquisas. A estratégia do núcleo duro do Planalto é:
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Unidade: Manter a frente ampla simbolizada por Alckmin.
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Contraponto: Polarizar com nomes da família Bolsonaro, focando no debate democrático.
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Presença: Intensificar as agendas de Lula para demonstrar vitalidade e capacidade de gestão.

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