Os movimentos para a composição da chapa majoritária liderada por ACM Neto (União) sofreram um novo ajuste nos bastidores. Aliados próximos ao ex-ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz, descartaram a possibilidade de ele ocupar a primeira suplência na candidatura de João Roma (PL) ao Senado Federal.
Embora o nome de Cedraz tenha sido alvo de especulações recentes, interlocutores afirmaram, sob condição de anonimato, que o ex-ministro não pretende aceitar a vaga. A sinalização interna é de que o ex-deputado federal não deve disputar qualquer cargo eletivo no pleito de outubro, mantendo uma postura de reserva quanto ao retorno direto às urnas.
Diálogo na "estaca zero" entre lideranças
Apesar de um encontro recente entre o ex-ministro da Cidadania, João Roma, e Aroldo Cedraz, fontes garantem que o tema da suplência sequer foi pautado. A articulação é descrita como estando na "estaca zero", sem avanços práticos ou convites formais que tenham sido aceitos até o momento.
A negativa de Cedraz ocorre após um movimento de aproximação partidária expressivo. O ex-ministro filiou-se ao Partido Liberal (PL) no dia 17 de março, em um ato que contou com o aval direto do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, visando o fortalecimento da sigla em território baiano.

O peso da filiação e a união das direitas
O ato de filiação de Aroldo Cedraz foi um marco político para a oposição baiana, reunindo no mesmo palanque:
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ACM Neto: Pré-candidato ao Governo da Bahia.
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Flávio Bolsonaro: Senador e articulador da pré-candidatura presidencial da família Bolsonaro.
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João Roma: Principal nome do PL para o Senado na Bahia.
Na ocasião, a chegada de Cedraz foi celebrada como um trunfo técnico e político para ampliar a musculatura da chapa oposicionista. No entanto, a decisão de não integrar a chapa como suplente força o grupo a buscar novas alternativas para compor a vaga ao lado de Roma.
Cenário para o Senado na Bahia
Com a negativa de Cedraz, o tabuleiro para o Senado permanece em aberto na oposição. A escolha do primeiro suplente é considerada estratégica para garantir o equilíbrio regional e o apoio de diferentes setores do empresariado e da política do interior. Enquanto isso, na base governista, o nome de Rui Costa (PT) segue consolidado para a disputa, criando um cenário de polarização direta entre o ex-governador e João Roma.

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