Mandato Bahia - Política Inteligente - Ilhéus

Sexta-feira, 05 de Junho de 2026
vipgas
vipgas

Geral

Após seis anos de atraso, insulina de ação prolongada deve ser disponibilizada pelo SUS em fevereiro

Para ser incluída no SUS, uma terapia, medicamento ou tecnologia em saúde precisa da aprovação da Conitec

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Após seis anos de atraso, insulina de ação prolongada deve ser disponibilizada pelo SUS em fevereiro
Reoridução
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Incorporada ao SUS (Sistema Único de Saúde) em 2019 para o tratamento de diabetes tipo 1, a insulina de ação prolongada começará a ser disponibilizada aos pacientes em fevereiro deste ano, segundo o Ministério da Saúde. 

Para ser incluída no SUS, uma terapia, medicamento ou tecnologia em saúde precisa da aprovação da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias). A insulina de ação prolongada recebeu parecer favorável para utilização no sistema público de saúde há seis anos.

Em nota enviada à Folha de S.Paulo, o Ministério da Saúde informou que a aquisição do medicamento enfrentou dificuldades devido à exigência, estabelecida no relatório de recomendação da Conitec, de que o custo fosse igual ou inferior ao da insulina NPH, já disponibilizada aos pacientes. Foram realizados dois pregões sem sucesso. 

Publicidade

Leia Também:

"Com o novo contrato firmado em dezembro de 2024, a distribuição na rede SUS está prevista para iniciar em fevereiro de 2025, dentro do prazo contratual de 60 dias. Ressalta-se que a logística de distribuição inclui o envio às secretarias estaduais de Saúde, responsáveis pelo repasse às unidades de dispensação para pacientes cadastrados", diz a pasta.

As insulinas análogas de ação prolongada possuem um efeito mais duradouro, liberando insulina de forma contínua ao longo do dia e da noite. No Brasil, aprovadas para uso pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), são: a glargina (nome comercial Lantus, Basaglar e Glargilin) e a degludeca (Tresiba). 

A companhia farmacêutica Biomm, produtora da Glargilin, venceu em 2024 a licitação para o fornecimento de 3,3 milhões de unidades de insulina em caneta ao Ministério da Saúde. 

Heraldo Marchezini, CEO da Biomm, afirma que 80 mil canetas foram entregues ao Ministério da Saúde ainda em dezembro. De janeiro a outubro deste ano, a empresa fornecerá o restante do medicamento em refis para caneta. 

A Biomm destaca que possui capacidade produtiva de 20 milhões de insulinas em canetas descartáveis e reutilizáveis na fábrica localizada em Minas Gerais, o que seria suficiente para atender à demanda de pessoas com diagnóstico de diabetes tipo 2, por exemplo. 

"Temos a fábrica na fase de formulação, então toda a parte de embalagem é feita aqui no Brasil, mas importamos o cristal [de insulina] do nosso parceiro no exterior", explica Marchezini. Ele acrescenta que a unidade passará a realizar todas as etapas de produção no país quando houver maior demanda pelo produto.

 O endocrinologista Clayton Macedo, do Hospital São Paulo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que as insulinas são classificadas principalmente pela duração no organismo. As insulinas de ação prolongada imitam o funcionamento normal do pâncreas, mantendo níveis constantes de insulina no sangue ao longo do dia.

Acompanhe as principais notícias de Ilhéus

FONTE/CRÉDITOS: Folha de S. Paulo
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!