O presidente da Fundação Índigo e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, expressou veemente oposição à polêmica Portaria 190, que incentiva a "aprovação em massa" de alunos por parte dos professores na Bahia. Em sua declaração, Neto classificou a medida como "uma vergonha para nosso estado" e destacou sua preocupação com os impactos negativos que essa abordagem pode ter no sistema educacional baiano.
O ex-prefeito lamentou a postura do governador Jerônimo Rodrigues, acusando-o de ser "descomprometido com a educação" e de ter uma "visão ultrapassada" que prejudica, principalmente, as pessoas mais pobres. Neto afirmou ter ouvido manifestações vindas de fora da Bahia, questionando a capacidade do estado em ter um governador que, sendo professor e ex-secretário de educação, não prioriza adequadamente o setor.
ACM Neto ressaltou a disparidade educacional entre escolas particulares e públicas, salientando que a medida proposta pelo governador só aumentaria essa diferença. Ele enfatizou a necessidade de investir nos professores, valorizar a educação pública e melhorar a qualidade do ensino para elevar o patamar da Bahia nos indicadores educacionais.
O secretário-geral do União Brasil, ao comentar sobre a polêmica medida, destacou que ela parece ser uma tentativa de maquiar dados para melhorar a pontuação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Ele criticou a postura do governador Jerônimo Rodrigues, afirmando que a preocupação deveria ser com o aprendizado dos alunos, não apenas com a aprovação em si.
Diante da controvérsia gerada pela Portaria 190, a sociedade baiana aguarda atentamente os desdobramentos dessa discussão, que coloca em pauta a qualidade da educação e o compromisso com o desenvolvimento educacional no estado.
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