Existem datas que aprendemos na escola. Outras, carregamos na alma. O 2 de Julho é uma delas.
Mais do que celebrar a Independência do Brasil na Bahia, esse dia nos convida a olhar para a nossa própria história e, principalmente, para o futuro que estamos construindo.
Sempre me pergunto: o que significa ser livre nos dias de hoje?
No passado, homens e mulheres enfrentaram batalhas, arriscaram a própria vida e escreveram, com coragem, um dos capítulos mais importantes da nossa história. Eles sonhavam com um povo capaz de decidir o próprio destino.
Hoje, talvez as batalhas sejam outras. Já não se travam apenas nos campos de guerra, mas nas ruas, nas escolas, nos lares e na vida de milhares de famílias que lutam diariamente para viver com dignidade.
A verdadeira liberdade do nosso tempo é garantir que ninguém precise escolher entre alimentar os filhos e preservar a própria dignidade. É oferecer oportunidades para que nossos jovens estudem, trabalhem e descubram que sonhar ainda vale a pena. É fazer com que a esperança seja mais forte do que o medo.
O 2 de Julho também nos ensina que nenhuma grande transformação acontece sozinha. A história da Bahia foi construída por pessoas comuns, que entenderam que, quando um povo caminha unido, torna-se capaz de mudar a própria realidade.
Esse talvez seja o maior legado dessa data: lembrar que a independência não terminou em 1823. Ela continua sendo construída todos os dias, quando escolhemos a justiça em vez da indiferença, a solidariedade em vez do egoísmo e o compromisso com o bem comum em vez da omissão.
Durante as celebrações deste ano, ao reencontrar tantas famílias, amigos e pessoas que acreditam na força da nossa terra, saí ainda mais convencido de que o maior patrimônio da Bahia não está apenas em sua história ou em suas tradições. Está, sobretudo, na capacidade do seu povo de permanecer unido, mesmo diante das dificuldades.
O futuro que desejamos não será obra de uma única pessoa, de um governo ou de uma instituição. Será construído por cada cidadão que acredita que pequenas atitudes podem transformar grandes realidades.
O 2 de Julho nos lembra de onde viemos. Mas, acima de tudo, nos inspira a refletir sobre para onde queremos ir.
Que jamais nos falte coragem para honrar o passado, sensibilidade para compreender o presente e esperança para construir uma Bahia onde liberdade, dignidade, oportunidade e justiça caminhem sempre de mãos dadas.
Magno Lavigne
Pré-Candidato a deputado
Estadual pela Bahia.

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