Na iminência de completar um ano à frente do Executivo Municipal de Ilhéus-BA, Valderico Júnior deverá se recolher para avaliar o que deve considerar como avanços, recuos e estagnações de sua gestão. É certo que a precariedade do que de fato importa (saúde, educação, emprego e renda) aos que habitam as artérias da cidade fora da Avenida Soares Lopes começa a minguar, fazendo diminuir, sem que ele se dê conta, a popularidade de celebridade do prefeito influenciador, mesmo que seus asseclas mais emocionados insistam em acreditar no contrário.
É verdade que o erário público municipal tem sofrido com os constantes bloqueios. A imprensa aliada do mandatário tem postulado, inclusive, que há um processo conspiratório em tramitação no Tribunal de Justiça da Bahia. Só falta dizer que o referido Tribunal é uma célula da Internacional Comunista. Enquanto isso, como se fosse de menor importância, os contratos emergenciais sob suspeição e o escárnio da concessão do transporte público são tratados como detalhes desprezíveis pelo jornalismo cooptado.
No campo político, o prefeito insiste em morrer afogado de mãos dadas com ACM Neto, o eterno candidato “Afrobege” ao Executivo estadual. Por outro lado, essa postura é digna de elogio, pois demonstra a propensão do prefeito à lealdade — mesmo que relativa — a julgar pela já antecipada deslealdade que perpetrará contra Jabes Ribeiro.
Prova disso é seu namoro público com a reeleição do deputado federal Leur Lomanto Júnior (União Brasil-BA), enquanto sua promessa de casamento com a candidatura de Jabes ao Congresso Nacional se desfaz em palavras ao vento.
Mas dizem por aí que Jabes já começou a calcular o que pode ganhar e perder com o desembarque do “menino da rádio” de suas pretensões de morar em Brasília. Fico imaginando Jabes sendo vizinho do senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Partido Progressista, agora investigado pelas suas relações umbilicais com o PCC.
Mas isso é um mero detalhe para os homens de bem!
Enfim, sigo torcendo para que tudo acabe bem para o povo, que, como disse Aristides Lobo quando da Proclamação da República, assiste “bestializado” a tudo isso como se não fosse com ele. Mas, diante de tantas idas e vindas, eu, homem do povo, ainda hoje me pergunto o que de fato levou o Dr. Michel Mendonça Ribeiro, homem de reputação ilibada e tecnicidade comprovada, a abrir mão da condição pomposa de procurador-geral do município de Ilhéus. Bom, como se diz por aí: água e óleo não se misturam.
Fica a dica... Axé!

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