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UNIÃO PROGRESSISTA E A SUCESSÃO DE LULA

Coluna Wense, 27 de agosto de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
UNIÃO PROGRESSISTA E A SUCESSÃO DE LULA
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O presidente Lula está certíssimo em exigir que os ministros da federação União Progressista defendam o governo dos ataques de suas lideranças políticas, mais especificamente da cúpula. 

Que coisa, hein! Querem mamar nas tetas gordas dos cofres públicos até o último suspiro. Usufruir dos cargos e das benesses inerentes ao poder para fortalecer os interesses políticos. 

O União Brasil tem a titularidade de três ministérios: Comunicações, Desenvolvimento Regional e Turismo, respectivamente com Frederico Siqueira Filho, Waldez Góes e Celso Sabino. O PP tem a pasta do Esporte, com André Fufuca, e o comando da cobiçada CEF com Carlos Fernandes.

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O engraçado nesse jogo do toma lá, dá cá, há muito tempo encrustado no processo político, é o cinismo, já que não vão entregar os cargos. Besta é coelho, como diz a sabedoria popular. 

Ora, ora, algumas lideranças da federação União Progressista (UP), entre elas ACM Neto, pré-candidato ao governo da Bahia, não vão ter a coragem e a ousadia de desafiar David Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, e Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara dos Deputados. 

Waldez Góes e Frederico Siqueira Filho são indicações de Alcolumbre. Quem indicou Carlos Fernandes para presidir a Caixa Econômica Federal (CEF) foi Arthur Lira. Tá mais fácil encontrar uma pequenina cabeça de alfinete em um grande palheiro do que as lideranças da federação ousar em desafiá-los. 

Outro ponto hilariante, que reforça o cinismo e o teatro dos integrantes da cúpula da federação União Progressista, é a condição imposta para deixar os ministérios: que o PP entregue o comando da CEF. Ora, ora, como sabem que Arthur Lira vai manter seu indicado, fica tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Veja, caro e atento leitor, o comentário da modesta Coluna Wense, ipsis litteris, em 18 de agosto, um dia de segunda-feira. Fiz questão de colocar em negrito. 

Essa nova federação, do União Brasil com o Partido Progressista, vai propor o desembarque das duas siglas do governo federal, o que pressupõe que não estarão no palanque da reeleição do presidente Lula (PT).

O engraçado é a esperteza dos dirigentes partidários dos dois partidos. Sair da base de sustentação política sem perder a titularidade dos ministérios. Usufruir das benesses do poder até o último suspiro.

Na hora da onça beber água, os ministros, depois de agradar os prefeitos dos seus redutos eleitorais, via dinheiro público, começam a sair de mansinho do governo, com a justificativa de que é uma determinação do partido, que se dane o projeto da reeleição do presidente Lula.

O PT sabe que PP e União Brasil vão dar um chega pra lá na reeleição de Lula, que é só uma questão tempo. A fragilidade política faz o governo ficar refém das duas legendas. 

Pelo andar da carruagem, o toma lá, que é mais dinheiro para os redutos eleitorais dos ministros, vai continuar. O da cá, que é apoiar à reeleição de Lula, é uma ilusão.

Concluo dizendo, como sempre faço quando o assunto é a malandragem inerente ao processo político, que o movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política não é fácil. É "cobra" engolindo "cobra". Cobras, que além de venenosas, são de duas cabeças.

A junção do União Brasil com o PP está mais para uma União Pragmática do que União Progressista, coincidentemente a mesma abreviatura: UP.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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