Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

ROSEMBERG, GERALDO E A SUCESSÃO DE ITABUNA 

COLUNA WENSE, SÁBADO, 2 DE MARÇO DE 2024

Marco Wense
Por Marco Wense
ROSEMBERG, GERALDO E A SUCESSÃO DE ITABUNA 
MB
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O deputado petista Rosemberg Pinto, líder do governador Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa, é o padrinho político da ala do PT que defende o apoio do partido à reeleição de Augusto Castro (PSD). 

A sucessão de Itabuna tem "dois" PTs. O PT 1, querendo Geraldo Simões como prefeiturável da federação Brasil da Esperança, e o PT 2, também rotulado de augustiniano, na missão de direcionar a legenda para o segundo mandato de Augusto. 

Na entrevista de ontem, na Rádio Interativa, programa de Fábio Ferreira, Rosemberg declarou que a federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, dificilmente terá candidatura própria, obviamente se referindo ao "companheiro" Geraldo Simões.

Rosemberg tem insinuado, quando questionado sobre o imbróglio na sucessão de Itabuna, que o apoio do PT 2 ao segundo mandato de Augusto tem a concordância do governador Jerônimo Rodrigues.

O incontido desejo de defenestrar Geraldo Simões do processo sucessório vai levando o deputado a dar opiniões sem nenhum fundamento e consistência. O tiro da implacável perseguição vai terminar saindo pela culatra.  

Coincidência ou não, no mesmo dia, no portal de A Tarde, Jerônimo Rodrigues disse, como estivesse mandando um recado para seu líder na Casa Legislativa, que "está difícil ter um único candidato da base aliada na sucessão de Itabuna", admitindo assim a possibilidade de dois candidatos representando o governismo lulopetista : Augusto Castro, buscando o segundo mandato, e Geraldo Simões querendo retornar ao comando do centro administrativo Firmino Alves. 

Como se não bastasse, o governador, sem ser provocado, fez questão de elogiar Geraldo Simões : "É o nome histórico nosso. Geraldo é um camarada, um companheiro daqueles de primeira hora". 

A admiração do chefe do Palácio de Ondina pelo ex-prefeito fortaleceu o PT 1 no argumento de que Rosemberg não tem autorização do governador para falar sobre a sucessão de Itabuna, que sua vontade de ver Geraldo fora da disputa não significa que seja a mesma do mandatário-mor da Boa Terra, que trata o ex-alcaide como companheiro (sem aspas). 

Para desestabilizar o "companheiro" Geraldo Simões, Rosemberg chega ao ponto de dizer que faz pesquisa "todo dia", que "a candidatura do PT não passa de 3%". O parlamentar deve ter trocado "todo mês" por "todo dia". 

Ao ser indagado por um ouvinte sobre a rejeição de Augusto Castro, Rosemberg verberou que "30% não é uma rejeição que cause transtorno". Que coisa, hein ! O próprio prefeito sabe que sua rejeição é preocupante, que precisa diminuir, sob pena de não permanecer por mais quatro anos como maior autoridade do município. 

Já disse aqui, salvo engano por mais de três vezes, que a grande expectativa da sucessão de Itabuna gira em torno da federação "Brasil da Esperança", envolvendo petistas, comunistas e os verdes. Enquanto não houver um desfecho final, a ansiedade vai continuar a todo vapor. 

PS (1) - A curiosidade de todo esse pega-pega entre Rosemberg Pinto e o PT 1, que quer a federação com candidatura própria, diz respeito ao instituto de pesquisa contratado pelo deputado. A pergunta que vem logo à tona é se a empresa é daqui de Itabuna ou lá da capital. Pesquisa "todo dia" deve dar um bom dinheiro.

PS (2) - A reeleição de Augusto Castro vai provocar a seguinte manchete : O maior "cabo eleitoral" do segundo mandato de Augusto Castro (PSD) foi a vaidade dos adversários.

HR Multimídia

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Mandato Bahia no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar
Hélio Ricardo

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!