Já disse aqui, por diversas vezes, que os chamados "homens públicos", deixando de fora as exceções, infelizmente poucas, fazem da coisa pública uma espécie de puxadinho da sua vida privada. Veja abaixo um trecho do comentário de Fernando Caldas, cantor, compositor, escritor, filósofo e doutorado em Estudos Culturais.
"Em 1936, Sérgio Buarque de Hollanda escreveu "Raízes do Brasil", onde, dentre outras observações, pontua que no Brasil não se consolidou plenamente a distinção moderna entre o que é público (o Estado, a lei, o interesse coletivo) e o que é privado (a família, as relações pessoais, os afetos). As instituições públicas tendem a funcionar como extensão da casa, e não como instâncias impessoais regidas por normas abstratas".
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