A Bahia mandou avisar: eleição não é receita de bolo!
A Bahia acordou nesta segunda-feira com aquela cara de quem passou a noite vendo apuração e ainda está tentando entender como a novela terminou.
E terminou no primeiro capítulo:
Jerônimo reeleito governador.
Dali, dali, dali, Jero!
ACM Neto entrou na disputa com sobrenome, experiência, currículo, estrutura e aquela confiança de quem imaginava que a eleição seria uma receita conhecida.
Só esqueceram de combinar com o eleitor.
Porque eleição na Bahia é igual moqueca: você pode até escolher os ingredientes, mas, no final, quem mexe a panela é o povo.
As pesquisas apontavam equilíbrio. Teve suspense, empate técnico, torcida, análise de especialista e muita gente mudando de canal para conferir se a apuração continuava mesmo daquele jeito.
E continuou.
Jerônimo, que em 2022 precisou de segundo turno para vencer ACM Neto, desta vez resolveu economizar tempo:
foi direto para o segundo mandato.
E Neto?
Bem…
Agora é hora de olhar para a urna, respirar fundo e perguntar:
“Onde foi que eu errei na receita?”
A eleição deixou uma velha lição:
Política não é sobrenome.
Não é pose.
Não é currículo.
Não é quem fala mais alto.
É ouvir.
É conversar.
É entender a rua.
Porque o eleitor pode até ficar calado durante a campanha…
Mas, quando entra na cabine, ele conversa diretamente com a urna.
E a urna não faz cerimônia.
A urna responde.
Dali, dali, dali…
Jero!
Comentários: