Quem acompanha a modesta Coluna Wense sabe que venho dizendo que a defenestração do senador Angelo Coronel (PSD-reeleição) da majoritária da base aliada do lulopetismo pode transformar o sonho da reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em um grande pesadelo.
Como o chefe do Palácio de Ondina sabe que não vai conseguir convencer os companheiros Jaques Wagner e Rui Costa da importância do apoio do Coronel, da sua presença na majoritária, vem agora com um tal de "pacotaço", que é uma espécie de "toma lá, dá cá, o que faz lembrar o centrão.
O cafuné no Coronel envolve os dois filhos. O deputado federal Diego Coronel (PSD) seria o vice de Jerônimo, dando um chega pra lá no MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel. Ao outro filho, deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD), o fortalecimento da sua reeleição e o apoio na próxima eleição para à presidência da Assembleia Legislativa.
O Coronel já disse, em alto e bom som, como estivesse usando um megafone, que não aceita o tal do "pacotaço", que sua candidatura à reeleição pertence aos prefeitos da Bahia, "aos quais tenho dedicado o mandato de senador".

Ao comentar a hipótese de que pode lançar sua candidatura de forma "desgarrada", mandou o seguinte recado para o lulopetismo da Boa Terra: "Não posso ficar com quem não me quer". Lembrando ao caro e atento leitor que a ideia da chapa puro-sangue petista é do também senador Jaques Wagner (PT-reeleição).

Pelo andar da carruagem, o imbróglio está longe de ser solucionado. O Coronel perdeu um importante aliado na sua luta para integrar a majoritária, também rotulada de "chapa da soberba": o senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD.
A indicação do deputado federal Otto Filho (PSD) para o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), com o entusiasmado apoio de Jerônimo Rodrigues, deixou Otto pai refém do lulopetismo.
Concluo dizendo que a aceitação do "pacotaço" seria o começo da derrocada política do senador Angelo Coronel, uma mancha no seu currículo de vida pública

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