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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

O RETORNO TRIUNFAL DO NEPOTISMO

Coluna Wense, 24 de outubro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
O RETORNO TRIUNFAL DO NEPOTISMO
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O nepotismo está liberado. O Supremo Tribunal Federal (STF), instância máxima do Poder Judiciário, deu legalidade à nomeação de parentes para cargos políticos. 

Vai ser uma festa: prefeitos, governadores e presidente da República nomeando seus familiares para a função, respectivamente, de secretário municipal, estadual e ministro de Estado. 

O STF formou maioria sobre a permissão da nomeação de parentes. Cinco ministros da Alta Corte seguiram o voto de Luiz Fux: André Mendonça, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. 

Veja abaixo, caro e atento leitor, ipsis litteris, o comentário de Osvaldino Felix Soares, assinante do UOL Notícias.

"Como diz o ditado popular: "nada está tão ruim que não possa piorar", agora cargos públicos serão cabides de emprego e não tem essa lenga-lenga de que "serão atendidos critérios de qualificação técnica e idoneidade moral...", no Brasil isto nunca acontecerá. Meus sentimentos!".

O nepotismo rotulado de cruzado fica proibido, que é uma espécie de toma lá, dá cá. Ou seja, eu nomeio seu parente e você nomeia o meu, com destaque para os cônjuges, podendo ser tanto o marido quanto a esposa, e os filhos. 

Quem apoiar um determinado candidato a prefeito em decorrência do programa de governo será chamado de otário. O apoio tem que ser condicionado à promessa de emprego para seus familiares, incluindo no pacote o cônjuge e os filhos. 

Que coisa, hein! A curiosidade fica por conta dos dois critérios para consolidar o nepotismo: qualificação técnica e idoneidade moral. Quem vai julgar que o indicado é portador desses dois requisitos imprescindíveis? Pelo andar da carruagem, o próprio quem indicou, o marido em relação a esposa e vice-versa. 

A conclusão é que a sobrevivência do nepotismo vai deixar a família dos políticos "numa boa", como dizem os mais jovens. Farinha pouca, meu pirão primeiro ou, se o caro e atento leitor preferir, "besta é coelho". Dois ditados populares que se encaixam perfeitamente na modesta Coluna Wense de hoje.

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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