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O PLANO B DO LULOPETISMO DA BAHIA

Coluna Wense, 29 de dezembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
O PLANO B DO LULOPETISMO DA BAHIA
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 O governador Jerônimo Rodrigues (PT) é a bola da vez do disse-me-disse que não será candidato ao segundo mandato, via instituto da reeleição. 

ACM Neto já deu um chega pra lá no falatório de que iria novamente desistir. Declarou que sua candidatura é irreversível, que tudo não passa de mais uma intriga da oposição, uma mentira deslavada, fake news.

ACM Neto, prefeito de Salvador por dois mandatos, vice-presidente nacional do União Brasil, sabe que qualquer mudança de rota seria um desastre, uma pá de cal no netismo.

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Agora é a vez do chefe do Palácio de Ondina colocar um ponto final no disse-me-disse de que não será candidato à reeleição. Pode até usar o argumento de ACM Neto, de que tudo não passa de mais uma intriga da oposição. 

O que se comenta nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, é que a legítima pretensão de JR de buscar o segundo mandato fica na dependência de uma avaliação de que a possibilidade de derrotar ACM Neto é real. 

Essa aferição fica assentada nos resultados das pesquisas, tanto no que se refere às intenções de voto como no quesito rejeição, considerado o mais importante.

A rejeição ao governo Jerônimo Rodrigues, comemorada a cada enquete pelo grupo político de ACM Neto, é o que mais preocupa o lulismo da Boa Terra. 

O plano B tem um nome: Rui Costa, ex-governador por dois mandatos. Lembrando ao caro e atento leitor que pesquisas para o consumo interno, encomendadas pelo PT, apontam que Rui é o principal adversário da oposição, o que pode transformar o sonho de ACM Neto de governar a Bahia em um pesadelo. 

A substituição de Jerônimo por Rui iria facilitar o entendimento na composição da majoritária, abrindo mais uma vaga, que seria ocupada pelo senador Angelo Coronel (PSD-reeleição), dando um ponto final no imbróglio.

E qual seria a reação do governador Jerônimo Rodrigues com esse plano B? Aceitaria outro caminho sem ser sua reeleição? São duas perguntas oportunas e pertinentes. 

Esse plano B tem um grande obstáculo pela frente: a desincompatibilização do governador Jerônimo Rodrigues para concorrer à Câmara dos Deputados. O MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, assumiria o comando do cargo mais cobiçado do Poder Executivo estadual com a posse do vice-governador Geraldo Júnior. 

Todo esse "disse-me-disse" do plano B só vai acabar com um pronunciamento firme do governador Jerônimo Rodrigues, deixando bem claro, sem nenhum resquício de dúvida, que não abre mão da sua reeleição.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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