Hoje, primeiro dia do mês de outubro, tem debate presidencial na TV Globo com Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo).
Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT, que busca o quarto mandato, via instituto da reeleição, já informou que não vai participar do frente a frente, do olho no olho.
Outra ausência é de Renan Santos. Seu partido, o Missão, não tem a representatividade partidária no Congresso Nacional exigida para se tornar obrigatória sua presença no debate.
O argumento da coordenação da campanha é de que Lula seria o alvo do quarteto, em uma espécie de jogo combinado, na base do um por todos, todos contra o petista-mor.
Lembrando ao caro e atento leitor que Flávio Bolsonaro só decidiu participar do debate porque Renan Santos ficou impedido. Para o primogênito do ex-morador do Alvorada, Caiado, Cury e Zema são aliados.
Caiado e Cury têm a grande oportunidade de mostrar que pertence a uma direita que não é extremista. Uma direita antipetista e antibolsonarista. Se optarem pelo cafuné em Flávio vão ficar nas mesmas posições nas pesquisas de intenção de votos.
Quanto a Zema, que já jogou a toalha, liberando seu pessoal para votar em Flávio, vai ser uma figura meramente decorativa. Politicamente falando, insípida, inodora e incolor.
O que se comenta nos bastidores da sucessão presidencial, longe dos holofotes e do povão de Deus, mais especificamente no staff do PL, entre suas principais lideranças, é que Zema vai ser convidado a assumir um importante ministério em um eventual governo Flávio Bolsonaro.
O lulopetismo tomou a decisão correta pela não participação de Lula no debate, deixando o esperado olho no olho com Flávio Bolsonaro para um segundo turno.
No mais, esperar como Ronaldo Caiado e Augusto Cury vão se comportar, já que até as freiras do convento das Carmelitas sabem que Romeu Zema será parceiro de Flávio Bolsonaro.
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