Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

O ESCÂNDALO DO INSS, FUNDO ELEITORAL E O POVÃO DE DEUS

Coluna Wense, 15 de novembro de 2015

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
O ESCÂNDALO DO INSS, FUNDO ELEITORAL E O POVÃO DE DEUS
Pedro França/Agência Senado
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A instalação da CPMI do INSS foi efusivamente comemorada pelo PL, abrigo partidário de Jair Messias Bolsonaro, e por governadores bolsonaristas pré-candidatos no pleito presidencial de 2026. 

O principal grupo político de oposição ao governo Lula 3, obviamente que me refiro ao bolsonarismo, dava como certo que somente o PT sairia chamuscado da Comissão Parlamentar de Inquérito.

Que nada! Ledo engano. O tiro saiu pela culatra. Os dois governos estão charfundados no lamaçal, no escândalo da roubalheira do dinheiro dos aposentados e pensionistas.

A Polícia Federal está prestes a concluir que todo o esquema da roubalheira já estava em "pleno funcionamento" na gestão Bolsonaro, que mesmo tendo conhecimento através da imprensa e de uma avalanche de denúncias no Procon nada fez. Tratou o assunto com desdém. 

© Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasi

O maior larápio do dinheiro dos aposentados e pensionistas foi José Carlos Oliveira, que pertencia ao quadro do INSS. Ao deixar o comando do ministério do Trabalho e da Previdência, Onyx Lorenzoni, braço direito e conselheiro-mor do então presidente Bolsonaro, indicou o traquino do José Carlos para seu lugar.

Os dois principais gatunos do escândalo, que pode ser considerado como o "escândalo dos escândalos", envolvendo bilhões de reais, roubando o dinheiro de pessoas humildes, que deram duro para conseguir uma aposentadoria, foram José Carlos Oliveira (Governo Bolsonaro) e Alessandro Stefanutto (Governo Lula). É aquele velho ditado popular: quem tem telhado de vidro...

Stefanutto já foi preso pela honrosa instituição Polícia Federal, na Operação Sem Desconto. Oliveira, que pode protagonizar uma bombástica delação, daquelas do "salve-se quem puder", terá que usar tornozeleira eletrônica. 

A conclusão da modesta Coluna Wense é de que a polarização do lulismo versus bolsonarismo não ocorre só no campo da política-partidária apontada nas pesquisas de intenções de voto. Nos escândalos também. É dois pra lá, dois pra cá. E assim caminha a República Federativa do Brasil. 

PS (1) - E por falar na República Federativa do Brasil, mais especificamente do Congresso Nacional, a Comissão Mista do Orçamento, aproveitando toda à atenção em torno do escândalo no INSS, aprovou uma proposta que eleva o fundo eleitoral para R$ 4,96 bilhões em 2026. Isso mesmo, caro e atento leitor: quase R$ 5 bilhões. E ainda tem parlamentar achando pouco. Só uma surra de cansanção na bundinha, diria minha saudosa vovó Nair. 

PS (2) - O mais revoltante é que a dinheirama para bancar a campanha dos candidatos, o chamado fundo eleitoral, vem dos recursos destinados a políticas públicas, como a educação, saúde e assistência social. Ora, ora, que se dane o povão de Deus, lugar de chorar é no pé do caboclo.

HR Multimídia

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Mandato Bahia no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar
Hélio Ricardo

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR