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Segunda-feira, 13 de Abril de 2026
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Política

O ENTÃO GOVERNO BOLSONARO TEVE TAMBÉM SEU "PACOTE DE BONDADES".

Coluna Wense, 8 de abril de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
O ENTÃO GOVERNO BOLSONARO TEVE TAMBÉM SEU
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Dois ditados populares tomam conta da política brasileira e dos chamados "homens públicos": 1) "macaco não olha pro rabo". 2) "quem tem telhado de vidro não joga pedra no telhado do vizinho".

É impressionante como os ditados se encaixam como uma luva no cenário político. Costumo dizer que os menos espertos dão beliscão em azulejo. E com as unhas grandes.

Nesse ponto, deixando de lado as pouquíssimas exceções, tanto faz ser parlamentar da esquerda, direita, centro e suas variantes, ligado ao lulopetismo, bolsonarismo ou outra corrente política. 

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Vejamos o exemplo do rotulado "pacote de bondades" do governo Lula, com o objetivo de melhorar a performance do petista-mor nas pesquisas de intenção de voto, na preocupante rejeição, que já passa dos 50%. 

Os bolsonaristas estão criticando o "pacote de bondades". O principal argumento é que a situação fiscal vai se agravar, que o governo está sendo irresponsável, gastando sem se importar com as consequências.

Ora, ora, o governo Bolsonaro, de olho na reeleição do então morador do Alvorada, fez a mesma coisa. Em 2022, ano eleitoral, o Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família, aumentou de R$ 400 para R$ 600. 

A justificativa do bolsonarismo foi a mesma que o lulopetismo usa hoje para o "pacote de bondades": atender os mais humildes, os mais necessitados, diminuindo o abismo entre pobres e ricos. Esses são os que mais usufruem dos cofres públicos. 

Condenar o "pacote de bondades" é de uma gigantesca hipocrisia. Encerro o comentário escolhendo o ditado popular de que "macaco senta no próprio rabo para falar do outro".

Coisas da política, como dizia o saudoso jornalista Castelo Branco na sua imperdível e conceituada coluna no então Jornal do Brasil.

PS - Segue abaixo, ipsis litteris, o que disse o então presidente Bolsonaro sobre o aumento do "Auxílio Brasil". 

"Vivemos momentos difíceis no nosso Brasil e no mundo. Uma inflação, um aumento de preços que atinge todo o globo. O mundo todo. Mas isso a gente supera". 

Qualquer semelhança com os dias de hoje não é mera coincidência.

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Marco Wense

Publicado por:

Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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