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Política

O CINISMO DOS POLÍTICOS E O DINHEIRO PÚBLICO 

COLUNA WENSE, SÁBADO, 17 DE FEVEREIRO DE 2024

Marco Wense
Por Marco Wense
O CINISMO DOS POLÍTICOS E O DINHEIRO PÚBLICO 
Reprodução
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É impressionante como os políticos, deixando de fora as pouquíssimas e honrosas exceções, desdenham da reação do cidadão e da cidadã diante das traquinagens com o dinheiro público. 

Esses políticos, falsos representantes do povo, são adeptos da opinião de que a maioria do eleitorado tem memória curta, se esquece rapidamente do uso dos cofres públicos para satisfazer interesses e desejos pessoais. 

Fazem tudo na maior naturalidade do mundo, na caradura, sem demonstrar nenhum tipo de constrangimento com a situação, no mínimo, moralmente desconfortável. 

O cinismo, sinônimo de hipocrisia, sarcasmo e desfaçatez, passa a ser o elemento que mais caracteriza a classe política, cada vez mais menos confiável. 

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, cargo mais poderoso do Poder Legislativo, usou a aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir ao carnaval de Salvador. Foi a figura mais ilustre, pelo menos politicamente falando, que assistiu a apresentação de Bel Marques no "Bloco Vumbora".

Como não bastasse, a principal liderança do chamado centrão partiu para o carnaval do Rio de Janeiro, onde desfilou pela escola de samba Beija-Flor de Nilópolis, sendo umas das figuras de destaque. 

O descaso e o desrespeito com o dinheiro público vai se tornando corriqueiro, tudo dentro da normalidade. É como escovar os dentes assim que acorda. 

A certeza de que nada vai acontecer termina sendo mais um motivo para usufruir das benesses que a função pública proporciona.

E o pior é que o escancarado desdém com o dinheiro público, dinheiro meu, do caro e atento leitor, enfim, do povo brasileiro, vai continuar. 

Lembrando o saudoso sociólogo Selem Rachid Asmar, autor da expressão "Pobre Região Rica", se referindo a riqueza do cacau e a pobreza do seu povo, temos um "Pobre País Rico". Rico pela exuberante natureza e pelo potencial econômico. Pobre pela injustiça social e pelos políticos que tem. 

E assim caminha a República Federativa do Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: Marco Wense

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