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Segunda-feira, 15 de Junho de 2026
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Política

MDB E A MAJORITÁRIA

Coluna Wense, 16 de janeiro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
MDB E A MAJORITÁRIA
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"O MDB sabe o seu tamanho e o seu espaço", declarou o emedebista e vice-governador Geraldo Júnior ao ser questionado sobre o desejo do senador Jaques Wagner de compor uma majoritária puro-sangue petista na eleição de 2026, com ele e o governador Jerônimo Rodrigues buscando à reeleição e o ministro Rui Costa o primeiro mandato como senador. 

O PSD seria convidado a indicar o vice do chefe do Palácio de Ondina. O nome para amenizar a insatisfação do também senador Angelo Coronel (PSD) seria o do seu filho, deputado estadual Angelo Coronel Filho (PSD). O pai sairia candidato à Câmara Federal. O MDB dos irmãos Vieira Lima, Lúcio e Geddel, ficaria fora da chapa. 

A primeira decisão que o emedebismo tem que tomar para manter alguma esperança de indicar o vice, é dizer que Geraldo Júnior não pretende mais integrar a majoritária. O então candidato a prefeito de Salvador teve um fraco e decepcionante desempenho na sucessão soteropolitana, ficando atrás de Kleber Rosa, postulante do PSOL ao cobiçado comando do Palácio Thomé de Souza. 

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Insistir no nome de Geraldo Júnior para ser novamente vice só faz oxigenar o desejo de Wagner de compor uma chapa puro-sangue. O problema é que o MDB não tem um nome com viabilidade eleitoral para substituir Geraldo Júnior. 

A força do MDB está assentada no bom tempo que tem no horário político. Em termos de prefeituras, o Avante do empresário Ronaldo Carletto, dirigente-mor da sigla, supera a legenda dos irmãos Vieira Lima, que tem Lúcio como presidente de honra.

O MDB ficou na quinta colocação na sucessão de 2024, elegendo 32 prefeitos, atrás do PSD, Avante, PT e PP, respectivamente com 115, 60, 50 e 41. 

Concluo dizendo que a situação do MDB na composição da majoritária é muito complicada. Vai terminar, depois de uma imprescindível reflexão, aceitando outras compensações por ter ficado de fora da majoritária.

Enfrentar um governador e dois ex-governadores, sendo um senador e o outro ministro da Casa Civil, é como dar murro em ponta de faca. Na política, saber recuar na hora certa é pura sabedoria.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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