Aguarde, carregando...

Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

MARÃO, BEBETO E PINÓQUIO

COLUNA WENSE, SÁBADO, 20 DE JANEIRO DE 2024

Marco Wense
Por Marco Wense
MARÃO, BEBETO E PINÓQUIO
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

No que diz respeito à sucessão da irmã e vizinha Ilhéus, o eleitorado da nossa princesinha do sul da Bahia quer saber quem está faltando com a verdade, se o prefeito Mário Alexandre (PSD) ou o vice Bebeto Galvão (PSB). 

Tá ficando feio o pega-pega entre o chefe do Executivo e o suplente de senador pelo Partido Socialista Brasileiro, que tem todo o direito de sonhar com o comando do cobiçado Palácio Paranaguá. Vale lembrar que o alcaide, por força da legislação eleitoral, está impedido de buscar o terceiro mandato consecutivo, já que foi reeleito. 

Em entrevista ao programa Tabuleiro, Bebeto Galvão declarou, com todas as letras maiúsculas, sem pestanejar, que o então candidato a prefeito Mário Alexandre teria prometido a ele que não seria candidato à reeleição. "Em 2024 voltaremos a conversar e você será o meu candidato", teria dito o prefeiturável Mário Alexandre.

"As pesquisas indicavam que meu nome ajudava a definir um quadro eleitoral positivo para ele. Eu não tinha interesse a ser candidato a vice em 2020", disse Bebeto. Como não bastasse, citou como testemunhas do suposto acordo os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT.

No mesmo Tabuleiro, salvo engano dois ou três dias depois do desabafo do vice-prefeito, o atual gestor, Mário Alexandre, ao ser questionado sobre o compromisso com Bebeto, disse, também sem pestanejar, que não teria feito nenhum acordo com o seu então companheiro da majoritária. "Não prometi nada a ninguém", declarou Marão, como é mais conhecido. 

Quem acompanha o disse pra lá e disse pra cá, torcendo para que as labaredas fiquem mais intensas, é o trio oposicionista formado pelo ex-alcaide Jabes Ribeiro, o ex-vice-prefeito Cacá Colchões, ambos do PP, e o empresário Valderico Júnior (União Brasil). Todos prefeituráveis. 

A deputada federal Lídice da Mata, presidente estadual do PSB, mais cedo ou mais tarde, terá que se posicionar sobre o imbróglio, que tende a ficar mais intenso com a proximidade das convenções partidárias. O que se espera é que a parlamentar fique a favor do companheiro de partido. Com efeito, a dirigente-mor do socialismo da Boa Terra deveria levar o assunto para o conselho político da base aliada jeronista.

O eleitor da vizinha e irmã Ilhéus quer saber quem tem razão nesse bafafá entre o prefeito e o vice, quem está faltando com a verdade. Uma boa parcela do eleitorado, lembrando da estória de Pinóquio, já começa a dizer que vai observar o nariz de Marão e Bebeto. 

A sucessão de Ilhéus, assim como a de Itabuna, promete fortes emoções, surpresas e sobressaltos.

 PS (1) - Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que o prefeito Mário Alexandre não vai apoiar o vice Bebeto Galvão na disputa pela Prefeitura de Ilhéus. O bom conselho para o suplente de senador é buscar outra alternativa, sair da ingenuidade, sob pena de ficar como uma espécie de "bobo da corte" do processo sucessório. Nessa situação, o melhor caminho é o da rebeldia, do rompimento político.

PS (2) - O PSB não pode ficar aceitando o papel de coadjuvante imposto pelo lulopetismo. Em todo processo eleitoral, o partido é tratado como se não tivesse importância nenhuma. A sucessão de Salvador é o mais recente exemplo de desdém do PT com o PSB.

HR Multimídia

Nossas notícias no celular

Receba as notícias do Mandato Bahia no seu app favorito de mensagens.

Telegram
Whatsapp
Entrar
Hélio Ricardo

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!