Discursando no 16° Congresso Nacional do PCdoB, o presidente Lula (PT) não falou a verdade em relação ao pleito que elegeu Jair Messias Bolsonaro ao cargo mais cobiçado do Poder Executivo.
O petista-mor culpou os companheiros da esquerda e seus respectivos partidos pela vitória de Bolsonaro, insinuando que muitas lideranças políticas só olham para o próprio umbigo, na base da farinha pouca, meu pirão primeiro.
A sucessão que Lula se refere é a de 2018, quando o então candidato Bolsonaro foi eleito pelo Partido Social Liberal (PSL). Em 6 de outubro de 2021 houve a fusão do PSL com o DEM, formando o União Brasil.
Ora, ora, até as freiras do convento das Carmelitas sabem que foi Lula o principal responsável pela vitória de Bolsonaro, lançando Fernando Haddad (PT) como candidato, quando todas as pesquisas apontavam que o único nome que poderia evitar a eleição do "mito" era Ciro Gomes.
Lula estava preso em decorrência da Operação Lava Jato. De lá do encarceramento deu a ordem de que o candidato seria Haddad, dando um chega pra lá no ex-governador do Ceará. Com efeito, Ciro já tinha sido enganado na sucessão que elegeu Dilma Rousseff.
E olhe que a gestão Haddad, em pesquisa realizada pelo instituto Datafolha, quando prefeito de São Paulo, foi considerada ruim ou péssima por 49% dos paulistanos, o que levou a ser um dos piores alcaides das capitais.
Bolsonaro foi eleito presidente da República porque Lula traiu Ciro Gomes, optando pela candidatura do companheiro Fernando Haddad, chamado de o "poste" do então presidiário pelos bolsonaristas.
Deu no que deu: a eleição de Jair Messias Bolsonaro, que vai ficar na história da República como o maior inimigo da ciência. O negacionismo provocou a morte de milhares de seres humanos em decorrência da Covid-19, que ele chamou de "gripezinha".