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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

KASSAB, PSD E O GOVERNO LULA

Coluna Wense, 24 de março de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
KASSAB, PSD E O GOVERNO LULA
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Salta aos olhos, que não precisam ser arregalados como os da coruja, que a dependência do governo Lula com os partidos do centrão vai ficando mais escancarada. 

Um bom exemplo é o PSD. O dirigente-mor da legenda, Gilberto Kassab, não passa uma semana sem alfinetar o presidente Lula. Na última, o ex-prefeito de São Paulo disse que o petista não vai se reeleger. A declaração deixou as lideranças do lulopetismo irritadas, soltando fogo pelas narinas.

Lembrando ao caro e atento leitor que o PSD tem três ministros: Alexandre Silveira (Minas e Energia), Carlos Fávaro (Agricultura) e André de Paula (Pesca). Se com esse trio na Esplanada dos Ministérios, Kassab solta o verbo, fico a imaginar se o PSD estivesse fora do governo.

O silêncio do PT diante da metralhadora giratória de Kassab, fiel escudeiro do presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, é a prova inconteste dessa dependência, do medo do PSD romper com o governo e se aliar ao PL de Bolsonaro.

Com efeito, só tem um jeito para evitar a debandada do centrão para a oposição aberta ao governo de plantão : uma significativa melhora na popularidade do presidente Lula. Do contrário, um chega pra lá na reeleição é só uma questão de tempo. 

Pela lógica, o PL de Jair Messias Bolsonaro, tendo como porta-voz Valdemar da Costa Neto, presidente nacional da sigla, era quem deveria criticar o governo Lula 3, alfinetar o petista-mor.

Valdemar, no entanto, não quer cuspir no prato que comeu. Foi um lulista de carteirinha, bem próximo de José Dirceu. Outro lembrete é que Valdemar é aquele que foi condenado no escândalo do mensalão.

Concluo com um conselho ao presidente Lula : que providencie uma chapa de ferro para se proteger das apunhaladas pelas costas, sem dó e piedade. 

PS (1) - E por falar no PL, mais especificamente o da Bahia, uma pergunta deve vim logo à tona : Qual será a posição do ex-ministro João Roma, presidente estadual da sigla, com os deputados federais Capitão Alden e João Carlos Bacelar, que já declararam ser a favor da anistia para os participantes do movimento de 8 de janeiro de 2023 sem que o perdão seja estendido a Bolsonaro, líder-mor do Partido Liberal ? 

PS (2) - E aí vem outra indagação : Como vai reagir o ex-chefe do Palácio do Planalto se João Roma ficar ao lado dos parlamentares ? "Entre a cruz e a espada", sem dúvida o ditado popular que mais encaixa no dilacerante dilema do chefe do PL da Boa Terra.

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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