Só posso acreditar que é uma intriga da oposição, o que não é nenhuma novidade no movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política.
Me refiro ao bafafá, o disse-me-disse que a nomeação do deputado federal Otto Filho (PSD), filho do senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD, para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), tenha ligação com a composição da majoritária da base aliada, chamada de puro-sangue.
O que se conversa nos bastidores, longe dos holofotes e do povão de Deus, tanto do netismo como do lulopetismo, é que a indicação de Otto Filho vai oxigenar a chapa 100% petista, com o governador Jerônimo Rodrigues buscando o segundo mandato, Jaques Wagner à reeleição para o Senado e o ministro Rui Costa a outra vaga para a Câmara Alta.
Volto a repetir: não acredito que a defenestração do senador Angelo Coronel, companheiro de legenda e do Parlamento de Otto, tenha alguma ligação com a indicação de Otto Filho para o TCE.
Pelo sim, pelo não, é aconselhável que o Coronel coloque às barbas de molho e seja adepto do ditado popular de que "é melhor prevenir do que remediar".
Sobressalto, ingratidão, surpresa e traição são ingredientes inerentes ao processo político, ao vale-tudo para conquistar o poder, assentado no ensinamento maquiavélico de que "os fins justificam os meios".

Comentários: