A desfiliação de Ciro Gomes do PDT mostrou que a legenda está dividida em dois grupos: o que quer um PDT procurando seu próprio caminho e o que direciona o partido para ficar atrelado ao lulopetismo.
O primeiro representa o PDT que se preocupa com a imagem do partido, que não quer um, digamos, PDT do B. O segundo, o mais petista do que pedetista, mais lulista do que brizolista, quer ficar usufruindo das benesses do governo de plantão.
No caso da Bahia, além do governo federal, também o estadual, sob o comando do governador Jerônimo Rodrigues, pré-candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Não houve nenhum movimento por parte da executiva nacional, sob a batuta de Carlos Lupi, muito menos da estadual, sob à presidência do deputado federal Félix Júnior, no sentido de manter Ciro no PDT. A impressão que ficou é que gostaram da sua desfiliação.
O PDT caminha a passos largos para ficar cada vez mais como um apêndice do PT e do lulopetismo, sem identidade. Uma agremiação partidária sem rumo, que deu um chega pra lá na militância. Em uma linguagem mais popular, o PDT virou um puxadinho do PT.
Aquele PDT, o PDT de priscas eras, o PDT da militância aguerrida, o PDT que tinha identificação ideológica, o PDT trabalhista, foi enterrado debaixo de 12 palmos de terra.
De um passado glorioso, tendo na linha de frente o saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola, para um PDT sem luz, na escuridão dos interesses pessoais.
A bonita e invejável história do Partido Democrático Trabalhista sendo jogada na lata do lixo. Muito triste e lamentável.
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