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Domingo, 25 de Outubro 2026
Política

CONFUSÃO NO PDT: FÉLIX JÚNIOR VERSUS LEO PRATES

Coluna Wense, 18 de abril de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
CONFUSÃO NO PDT: FÉLIX JÚNIOR VERSUS LEO PRATES
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No mínimo, uma perda de tempo, um esforço em vão. É o que aconteceu com Bruno Reis, reeleito prefeito de Salvador pelo União Brasil, na tentativa de evitar que o PDT fosse para a base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

O tiro da criação da Secretaria do Mar, nomeando a ex-vereadora André Mendonça (PDT) para assumir a titularidade da nova pasta, irmã do deputado federal Félix Júnior, presidente estadual do Partido Democrático Trabalhista (PDT), com a finalidade de frear as negociações entre Félix e Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil do governo Lula 3, saiu pela culatra. 

A conversa do comandante-mor do PDT com o ex-governador Rui Costa continua a todo vapor. A expectativa fica por conta de Bruno Reis. O alcaide vai aceitar o "hibridismo" do PDT, com o pé esquerdo no governo do PT e o direito na prefeitura ? 

ACM Neto, ex-gestor soteropolitano e ex-candidato a governador, vice-presidente nacional do União Brasil, já considera como favas contadas a ida do PDT para a base aliada do lulopetismo. 

Leo Prates, "companheiro" de legenda de Félix Júnior, colega na Câmara dos Deputados, vai ficando em uma situação incômoda. Leo é muito ligado a ACM Neto, amigo de infância. 

O PDT, sob a batuta de Félix Mendonça Júnior, tem todo o direito de buscar o melhor caminho para o partido, principalmente em relação ao pleito de 2026 e mais especificamente no tocante aos candidatos à Assembleia Legislativa do Estado (ALBA) e ao Parlamento federal. 

No bojo das negociações entre Félix e o governador Jerônimo Rodrigues, tem a promessa do mandário-mor da Terra de todos os santos e orixás de ajudar na montagem da chapa dos candidatos a deputado federal, facilitando assim à re-reeleição do pedetista. 

Ao deputado Leo Prates só restam duas opções. A primeira é convencer Carlos Lupi, que é quem decide pelo PDT, a por um ponto final na articulação para levar a sigla a integrar a base aliada. A segunda opção é procurar outro abrigo partidário. No que diz respeito a Lupi é perda de tempo. O pedetista é ministro da Previdência Social. Não vai criar atrito com Rui Costa, chefe da Casa Civil. 

Até as freiras do convento das Carmelitas sabem que não existe mais clima para a permanência de Leo no PDT. Se o relacionamento político entre Leo e Félix já não era bom, agora degringolou de vez, sucumbiu sob 12 palmos de terra, o que faz lembrar o ditado popular de que "dois bicudos não se beijam".

E assim caminha o PDT do saudoso e inesquecível Leonel de Moura Brizola, cada um cuidando dos seus próprios interesses, que se dane o constrangimento da militância diante de um partido que não sabe o que quer.

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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