Não adianta o presidenciável Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, ficar bajulando o ex-presidente Bolsonaro com o objetivo de ter uma declaração pública de apoio a sua pré-candidatura na sucessão de 2026.
Se não conquistar o bolsonarismo vai ficar complicado. Toda vez que Tarcísio discursa sem fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), sem pelo menos citar o nome do ministro Alexandre de Moraes, os bolsonaristas vão ficando irritados com o chefe do Palácio dos Bandeirantes.
Quem vem adorando a atitude de Tarcísio de silêncio com o STF são os defensores da candidatura da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ou de um dos filhos do ex-presidente, com destaque para o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro. Ambos filiados ao PL.
Outro ponto não menos importante na manifestação de ontem na Avenida Paulista foi a declaração de Bolsonaro deixando os tarcisistas preocupados, com pulgas atrás das orelhas. Veja, caro e atento leitor, o que disse Bolsonaro: "Me deem 50% da Câmara e do Senado que mudo o destino do Brasil".
Depois do, digamos, messianismo de Bolsonaro, se chegou a seguinte conclusão: se eleito, Tarcísio de Freitas será o presidente de direito. O de fato, que vai apontar os caminhos do governo, vai ser Bolsonaro.
Ao dizer que nem precisa ser presidente para mudar o Brasil, Bolsonaro comunga com a opinião de que sua inelegibilidade, decretada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é irreversível. Bolsonaro jogou a toalha.
Pelo andar da carruagem, Jair Messias Bolsonaro quer fazer de Tarcísio de Freitas um "boneco de engonço". O tiro do desejo de Bolsonaro pode sair pela culatra. A criatura vai terminar rompendo com o criador.
Com efeito, já disse aqui, por diversas vezes, na modesta *Coluna Wense*, que a família de Bolsonaro não confia em Tarcísio.
Vamos ver até que ponto vai o cafuné do presidenciável Tarcísio de Freitas em Bolsonaro.

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