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Sexta-feira, 06 de Novembro 2026
Política

BOLSONARISMO, CENTRÃO E A REELEIÇÃO DE LULA

Coluna Wense, 6 de dezembro de 2025

Marco Wense
Por Marco Wense
BOLSONARISMO, CENTRÃO E A REELEIÇÃO DE LULA
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O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que se encontra preso por tentativa de golpe de Estado, resolveu lançar o senador Flávio Bolsonaro para disputar à sucessão de Lula. 

O filho mais velho do ex-morador do Alvorada foi o escolhido para representar o clã Bolsonaro no pleito presidencial de 2026. A polarização lulismo versus bolsonarismo volta à tona.

Das duas, uma: ou o bolsonarismo não confia em Tarcísio de Freitas (Republicanos) ou é uma estratégia para Flávio (PL-RJ) ser o vice do governador de São Paulo. 

Em relação a primeira hipótese, quem acompanha a modesta Coluna Wense sabe que venho dizendo que a família Bolsonaro não confia em Tarcísio. O receio é de que uma vez eleito, o chefe do Palácio dos Bandeirantes daria um chega pra lá no bolsonarismo, criando sua própria luz, o tarcisismo. 

No tocante a Flávio ser o vice de Tarcísio, a estratégia é muito comum no movediço, cruel e traiçoeiro mundo da política. Se lança candidato para ser um forte postulante a compor a chapa como vice.

Como fica o chamado centrão diante da decisão de Bolsonaro de lançar o número 1 como o presidenciável do bolsonarismo? Lembrando ao caro e atento leitor que o centrão dava como favas contadas a candidatura de Tarcísio. E iria reivindicar a indicação do vice.

Para acalmar o centrão, que passa a ser imprescindível para a campanha de Flávio, a vice será oferecida, bem como o comando de ministérios e posições outras no primeiro escalão. Se não houver o "toma lá, dá cá", nada se resolve. 

E os governadores de direita que se autoproclamavam como presidenciáveis e, ingenuamente, mantinham a esperança de ter o apoio de Bolsonaro, vão continuar como pré-candidatos? Falo de Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG). 

Quanto a Tarcísio, não adiantou fazer cafuné em Bolsonaro com atitudes para agradá-lo, entre elas contundentes críticas ao STF, o uso do boné preferido de Donald Trump e chamando o ministro Alexandre de Moraes de "tirano". 

Todo esse imbróglio na direita só faz robustecer a opinião no petismo de que o quarto mandato de Lula passa a ser só uma questão de tempo.

Concluo dizendo que a cisão no campo da direita é o maior "cabo eleitoral" da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

HR Multimídia

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Hélio Ricardo

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