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BANCADA DO CACAU: SONHO QUE VIROU PESADELO

Coluna Wense, 3 de janeiro de 2026

Marco Wense
Por Marco Wense
BANCADA DO CACAU: SONHO QUE VIROU PESADELO
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A pregação da importância do voto regional, eminentemente política, muito longe de ser uma mensagem religiosa, tem seus obstáculos. 

O principal entrave é como sustentar o discurso do voto regional apoiando um candidato que tem domicílio eleitoral em outra região. A chamada "dobradinha" ocorre entre candidatos à Câmara dos Deputados e ao Parlamento estadual. 

Fulano de tal usa o argumento do voto regional como imprescindível para uma forte representação política. Ao mesmo tempo, em uma situação constrangedora, apoia um candidato de outra região. 

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Longe desse dilema estão os que vão disputar uma vaga no Senado, que só declaram o voto no candidato a governador e presidente da República. Alguns preferem o silêncio. 

Já existiu em Itabuna, em priscas eras, um movimento chamado de "Bancada do Cacau", tendo na linha de frente um pequeno grupo de empresários. Mas foi sucumbido por forças poderosas.

O discurso da necessária representatividade política, com representantes do sul da Bahia no Congresso Nacional, não vai adiante. Prevalece o primeiro eu, depois eu também. 

Que cada um cuide do seu quintal. O vale-tudo para ser eleito anda de mãos dadas com o ensinamento maquiavélico de que os fins justificam os meios, que se dane a representatividade política.

No frigir dos ovos, que não precisam ser tão pequenos como os da codorna ou tão grandes como os de ema, muito cinismo e tapeação.

Bancada do Cacau, um sonho que virou um grande pesadelo. 

PS (1) - E os dirigentes de legendas, principalmente os presidentes de diretórios municipais que não têm filiados postulantes a cargo eletivo? Perguntaria o caro e atento leitor. O argumento seria o da fidelidade partidária, sendo obrigados a votar em candidato de outra região, sob pena de serem destituídos do comando da sigla, o manda quem pode, obedece quem tem juízo.

PS (2) - A preocupação dos senhores candidatos, deixando de fora as honrosas exceções, infelizmente poucas, diria que pouquíssimas, é com o fundo eleitoral, quanto o partido vai dar para a campanha, o valor do faz-me rir.

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Marco Wense

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Marco Wense

Itabunense, Advogado e Articulista de Política

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