João Roma como candidato a senador na majoritária encabeçada por ACM Neto, que vai tentar pela segunda vez o comando da Bahia no pleito de 2026, trará alguns constrangimentos ao ex-prefeito de Salvador, vice-presidente nacional do União Brasil.
Roma é o dirigente-mor do Partido Liberal (PL) da Boa Terra, que tem o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro como o mais ilustre filiado.
João Roma, postulante a uma vaga na Câmara Alta, ex-ministro do então governo Bolsonaro, é um ferrenho bolsonarista, daqueles que não ficam calados quando alguém faz uma crítica ao ex-morador do Alvorada.
O lulopetismo, através de alguns setores da imprensa, com o objetivo de tumultuar a chapa oposicionista, vai questionar ACM Neto sobre assuntos polêmicos, como, por exemplo, a trama golpista de 8 de janeiro de 2023, se o ex-presidente Bolsonaro tinha conhecimento do movimento para impedir a posse de Lula.
ACM Neto, tendo João Roma na majoritária, será perguntado a respeito de vários temas relacionados ao bolsonarismo. Vão querer saber sua opinião sobre as declarações de Eduardo Bolsonaro favoráveis ao tarifaço de 50%.
ACM Neto vai ter que ter muito jogo de cintura para não magoar o bolsonarismo, principalmente o líder-mor e o filho número 3.
A aliança com o PL é importante para atrair os eleitores antipetistas. Mas se não for conduzida com sabedoria, as consequências políticas podem ser desastrosas.
Outra preocupação é com o próprio João Roma, que pode radicalizar o discurso anti-Lula, fazendo com que uma parte significativa do eleitorado que vota na reeleição do petista-mor, e que pretende sufragar o nome de ACM Neto para o governo da Bahia, termine optando em dar mais quatro anos para o governador Jerônimo Rodrigues (PT).
O sentimento de mudança, associado ao fato do PT está há muito tempo no controle do Estado, vai ser o maior "cabo eleitoral" de ACM Neto.

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