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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
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POLÍTICA

Senado aprova percentuais mínimos de cacau no chocolate produzido no Brasil

A proposta visa garantir mais qualidade ao consumidor e fortalecer a cadeia produtiva do cacau

Mandato Bahia
Por Mandato Bahia
Senado aprova percentuais mínimos de cacau no chocolate produzido no Brasil
Reproduççao PSB
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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (30), um projeto de lei que estabelece percentuais mínimos de cacau na produção e comercialização de chocolate no Brasil. A medida representa um marco importante para a qualidade do chocolate nacional e é vista como um avanço tanto para os consumidores quanto para os produtores de cacau, especialmente da Bahia, maior polo cacaueiro do país.

A proposta original, de autoria da deputada federal Lídice da Mata (PSB-BA), previa o uso de pelo menos 35% de cacau em todo tipo de chocolate. No entanto, o texto aprovado no Senado — de autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) — trouxe percentuais variados conforme o tipo de produto.

Percentuais mínimos aprovados:

Fim do “chocolate de mentira”

Outro avanço importante foi a proibição do uso da palavra “chocolate” em produtos que apenas tenham “sabor chocolate”, prática comum entre indústrias que abusam de açúcar e gorduras vegetais, reduzindo drasticamente o teor de cacau.

“Isso é uma grande vitória. O lobby da indústria sempre quis nivelar produtos de baixa qualidade ao verdadeiro chocolate. Com essa mudança, protegemos o consumidor e o produtor”, celebrou Lídice da Mata.

 

Benefícios para consumidores e produtores

A deputada baiana, conhecida pela defesa do setor cacaueiro, destacou que, mesmo com a redução dos percentuais em relação à proposta original, a aprovação já representa um avanço histórico na legislação brasileira.

“Não é o ideal, mas já representa um avanço. Ganha o consumidor, que terá acesso a chocolates mais puros, e ganha o produtor de cacau, com um mercado mais justo e valorizado”, afirmou.

Próximos passos

O projeto agora segue para votação na Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado sem alterações, seguirá para sanção presidencial. Do contrário, poderá retornar ao Senado para nova apreciação.

A expectativa é de que a nova lei, se aprovada em definitivo, impulsione a produção de cacau nacional e estimule a indústria a adotar práticas mais saudáveis e transparentes, beneficiando toda a cadeia produtiva — do campo à prateleira.

 

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